Sindicatos afirmam que 80% dos trabalhadores estão em greve; Governo argentino minimiza impacto
O ministro do Trabalho da Argentina assegurou que entre 55% e 80% das pessoas foram trabalhar
Internacional|Do R7, com EFE

O ministro do Trabalho da Argentina, Carlos Tomada, assegurou que entre 55% e 80% das pessoas foram trabalhar nesta quinta-feira (28), apesar da greve convocada por sindicatos opositores. Por outro lado, a CGT (Confederação Geral do Trabalho) e a CTA (Central de Trabalhadores da Argentina) cifraram a adesão à greve em 80%.
Tomada detalhou que em importantes setores, como a indústria metalúrgica, a construção, a administração pública, o transporte de passageiros e o comércio, a atividade foi "normal" e que "mais de 50 organizações sindicais" não participaram da medida de força.
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"A partir destes dados, a partir do que vimos na rua, não se pode dizer que o que hoje ocorreu seja uma greve geral", sustentou Tomada.
O ministro assinalou que os organizadores da greve, as alas opositoras da Confederação Geral do Trabalho e da Central de Trabalhadores Argentinos, tentaram causar um "prejuízo econômico", mas "não conseguiram".
"O aparelho produtivo do país funcionou normalmente. Não deixa de chamar a atenção que tenham tentado produzir esse prejuízo a um governo nacional que foi um claro defensor do trabalho e dos direitos dos trabalhadores", comentou.
Tomada afirmou que os cortes de rua, os bloqueios de acessos a Buenos Aires e os piquetes em algumas fábricas registrados hoje "desprestigiam, distorcem e debilitam qualquer protesto e o transforma em um ato de minorias".
"Também quero repudiar e rejeitar como metodologia do protesto a violência exercida sobre os meios de transporte", disse. O ministro declarou ainda que uma modificação ao imposto que pesa sobre os salários, uma das reivindicações dos grevistas, "não é uma prioridade" para o governo.
Paralisação
Os protestos sindicais e a interdição nos acessos às grandes cidades, especialmente no caso de Buenos Aires, complicaram a chegada de milhares de trabalhadores a seus postos no começo da manhã.
A greve, a segunda do ano contra o governo de Cristina Kirchner, paralisou as ferrovias, os bancos, o correio, os tribunais, os pedágios e a coleta de lixos.
A paralisação também afetou parcialmente a administração municipal e estadual, escolas e hospitais.
Na capital, a maioria das linhas de ônibus urbano e metrô funcionam com normalidade e o grosso dos comércios abriu suas portas, embora a atividade tenha caído e a cidade mostrava o aspecto de um fim de semana.







