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Sinn Féin pede unificação da Irlanda em caso de Brexit duro

Boris Jonhson está em uma tour pelo Reino Unido enquanto se recusa a visitar países europeus e renegociar com seus líderes

Internacional|Da EFE

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Jonhson se encontrou com líderes irlandeses
Jonhson se encontrou com líderes irlandeses

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, deverá convocar um referendo sobre a reunificação das duas Irlandas se o país deixar a União Europeia (UE) sem um acordo, segundo advertiu nesta quarta-feira (31) o partido nacionalista irlandês Sinn Féin.

A presidente da legenda, Mary Lou McDonald, fez essa reivindicação depois de se reunir em Belfast com o novo premiê conservador, que iniciou hoje uma visita oficial à Irlanda do Norte para expor seu plano para o Brexit.

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Johnson também terá durante o dia encontros com os principais partidos da região para tratar o assunto e a paralisia que afeta o governo norte-irlandês de poder compartilhado entre protestantes e católicos, que está suspenso desde janeiro de 2017.

O chefe do governo britânico já se reuniu na terça-feira (30) à noite de maneira privada com o Partido Democrático Unionista (DUP), majoritário entre a comunidade protestante e partidário de um "Brexit duro", o que, segundo McDonald, acaba com sua suposta "imparcialidade" como mediador na crise política norte-irlandesa.

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A líder do Sinn Féin, a principal força entre os católicos da província, pediu a Johnson que não se transforme no mensageiro do DUP, cujos dez deputados no parlamento de Londres lhe permitem governar em minoria.

Segundo lembrou hoje McDonald, esses parlamentares, junto à ala dura do Partido Conservador, votaram, em até três ocasiões, contra o acordo de saída que a ex-primeira-ministra Theresa May pactuou com Bruxelas em dezembro, uma rejeição que lhe custou o cargo no governo e a liderança dos "tories".

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Unionistas e eurocéticos querem eliminar desse acordo a controversa salvaguarda fronteiriça irlandesa, projetada para evitar o restabelecimento de uma barreira física entre as duas Irlandas após o Brexit, fundamental para suas economias e o processo de paz.

Embora o governo de Dublin e Bruxelas tenham reiterado que a cláusula irlandesa é "intocável", Johnson se comprometeu a suprimi-la e, se não conseguir, advertiu que tirará seu país do bloco comunitário na data prevista de 31 de outubro, com ou sem um acordo.

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"Seu curso de ação parecer estar encaminhado para um Brexit desordenado e selvagem. Dissemos que isso seria catastrófico para a economia irlandesa, para meios de vida, para nossa sociedade, para nossos políticos e para nossos acordos de paz", ressaltou McDonald.

Nesse contexto, segundo disse, seria "impensável" que Johnson "não incluísse em seus planos" de contingência a convocação de um referendo sobre a reunificação irlandesa, como permite o acordo de paz da Sexta-feira Santa, o texto que pôs fim em 1998 ao conflito armado na ilha.

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