Síria autoriza missão da ONU a visitar região de suposto ataque químico
Internacional|Do R7
Damasco, 25 ago (EFE).- A Síria autorizou neste domingo a missão da ONU a visitar a região de Guta Oriental, nos arredores de Damasco, onde a oposição denunciou a morte de mais de mil pessoas em um suposto ataque do regime com armas químicas durante essa semana. Em comunicado divulgado pela televisão estatal, o Ministério das Relações Exteriores da Síria disse que chegou a um acordo com a ONU e está coordenando data e hora da visita dos investigadores que se encontram no país. Horas antes, o ministro das Relações Exteriores da Síria, Walid Muallem, recebeu em Damasco a representante da ONU para Assuntos de Desarmamento, Angela Kane, a quem mostrou "a disposição da Síria para cooperar". "A Síria e a ONU chegaram a um acordo que será aplicado de forma imediata para permitir o acesso da equipe da ONU para investigar as acusações sobre o uso de armas químicas no dia 22 de agosto nos arredores de Damasco", explicou a nota. Nesta semana, a Coalizão Nacional da Síria (CNFROS, a principal aliança de oposição) denunciou que pelo menos 1,3 mil pessoas morreram no último dia 21 em um ataque com armas químicas em Guta Oriental e outras áreas nos arredores da capital. O Observatório de Sírio de Direitos Humanos reduziu ontem o número de mortos nesse suposto ataque para 322 pessoas, entre elas 54 crianças e 82 mulheres, e acusou diretamente o regime sírio de ter realizado o massacre. A organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) confirmou também no sábado a morte de 355 pessoas com sintomas neurotóxicos na periferia sul de Damasco, sem avaliar quem foi o autor do massacre. As autoridades sírias negaram as acusações e insistiram hoje que estão dispostas a cooperar com a ONU para "descobrir as mentiras das alegações dos grupos terroristas", em referência aos rebeldes, a quem também acusam de terem usado armamento químico. EFE gb-mf-bds/rpr













