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Síria tem reforma ministerial em meio a bombardeios

Internacional|Do R7

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O presidente sírio Bashar al Assad realizou neste sábado uma reforma de seu governo centrada nos mistérios econômicos e sociais, num momento em que o dia a dia está se convertendo num calvário para boa parte da população devido à violência do conflito.

Assad decidiu separar o ministério do Trabalho e dos Assuntos Sociais e trocou sete ministros, entre eles o do Petróleo e o das Finanças.


O novo ministro do Petróleo é Suleiman Abbas e a pasta das Finanças ficou a cargo de Ismail Ismail. O ministério da Habitação e de Desenvolvimento Humano passou para Hussein Farzat e da Agricultura a Ahmad al Qadri, enquanto que Hussein Arnus ficará encarregado do de Obras Públicas. Uma mulher, Kinda Chmat, passa a ser ministra de Assuntos Sociais, e Hassan Hijazi se ocupará da pasta do Trabalho.

Não foi dada nenhuma explicação sobre esta remodelação que não afeta os ministérios-chave.


O chefe de Estado realizou várias reformas ministeriais desde o começo da reforma popular contra seu governo, em março de 2011. A última aconteceu em agosto passado.

O país atravessa uma crise econômica sem precedentes, que, segundo o Banco Mundial, se traduz em uma contração de 20% do Produto Interno Bruto (PIB), um déficit nas contas correntes, que alcança 7,1% do PIB, e um índice de desemprego de 37%, que poderá alcançar 50% no final de 2013, segundo a Comissão Econômica e Social para o Oeste Asiático).


Além da escassez de gasolina, os apagões são frequentes e a inflação supera os 50% anuais.

Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO) avalia que o sistema agrícola, que emprega quase 40% da população, foi muito afetado, e a produção está estagnada.


--- Bombardeios nos arredores de Damasco ---

E os combates não diminuem. Os aviões do exército sírio bombardearam neste sábado os arredores de Damasco, em meio a novos confrontos entre rebeldes e tropas do governo na zona, indicou a ONG Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

Os ataques tiveram como alvo a cidade de Zamalka, leste, Duma, nordeste, e a região de Ghuta oriental, informou o OSDH.

Os aviões do exército bombardearam também no sul de Damasco a localidade de Sabineh, a estrada que leva às cidades de Deraa e Moadamiyet al Sham.

Os rebeldes e as tropas travaram intensos combates na cidade de Daraya, onde o exército bombardeava posições dos insurgentes, segundo o Observatório.

O exército sírio lançou esta semana uma grande ofensiva contra as zonas rebeldes dos arredores da capital, em um esforço para ganhar pulso depois de quase dois anos de conflito.

O jornal pró-regime Al Watan afirma que o exército está "decidido a arrasar com o terrorismo em torno da capital e nas grandes cidades".

Em outros pontos do país, um menino morreu no bombardeio à cidade de Qusair, na província de Homs (centro).

Igualmente explodiram confrontos na cidade de Deir Ezor.

Apesar deste contexto de guerra, o patriarca maronita Bechara Boutros Rai viajará à Siria pela pripmeira vez desde a independência do Líbano em 1943 para participar, no domingo, na cerimônia de entronização de Yuhana Yazigi, patriarca greco-ortodoxo de Antióquia e de Todo o Oriente.

Segundo o jornal libanês antissírio An Nahar, "a participação de vários chefes de Igreja é umamaneira de expressar a solidaridade entre as Igrejas num momento em que a crise atinge também os cristãos da Síria" (que representam 5% da população.

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