Sobe para 26 número de mortos em atentado no Líbano
Carro-bomba foi detonado em reduto do Hezbollah, grupo que apoia Assad e se tornou alvo de rebeldes sírios
Internacional|Do R7

O número de vítimas no atentado ocorrido na quinta-feira (15) em um dos redutos do grupo xiita libanês Hezbollah em Beirute, no Líbano, aumentou para 26 mortos e 280 feridos, informou neste sábado (17) uma fonte policial.
O ataque, cometido com um carro-bomba, aconteceu entre as regiões de Bir el Abed e Rueis, perto do chamado Centro dos Mártires, lugar utilizado pelo Hezbollah para realizar atos e reuniões.
O Hezbollah, um sólido aliado do regime de Assad e que combate há meses os rebeldes na Síria, virou um alvo militar dos insurgentes sírios, em sua maioria sunitas.
O atentado foi reivindicado em um vídeo postado na internet pelo grupo "As brigadas de Aicha, mãe dos crentes".
Um pequeno grupo desconhecido, de tendência sunita, As Companhias de Aisha Um el Muminin (nome da esposa favorita de Maomé), reivindicou o atentado em um vídeo.
Na fita, um homem mascarado exigiu que os libaneses permaneçam longe das regiões controladas pelo Hezbollah e diz que este foi o "segundo aviso" para o líder do grupo xiita, Hassan Nasrallah. Este último, por sua vez, culpou ontem Israel e extremistas sunitas pelo atentado.
Esse foi o segundo atentado em seis semanas registrado nos setores populares de Bir el-Abed e de Roueiss.
Em 9 de julho, um carro-bomba já havia sido detonado, deixando mais de 50 feridos. Uma organização síria também desconhecida, a Brigada 313, assumiu o atentado. Segundo o grupo, o ataque ocorreu em represália à participação do Hezbollah no conflito na Síria.
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