Sociais-democratas da Alemanha aceitam negociar com Merkel
Chanceler depende do partido para formar um novo governo
Internacional|Da Ansa

O congresso do SPD (Partido Social-Democrata) autorizou nesta quinta-feira (7) a abertura de negociações para a formação de um governo de coalizão na Alemanha com a CDU (União Democrata-Cristã), legenda da chanceler Angela Merkel.
No mesmo dia, foi rejeitada uma moção da ala jovem do SPD que rejeitava a repetição da chamada "Grosse Koalition" ("Grande Coalizão", em tradução livre), que já governou o país nos últimos quatro anos.
No entanto, as tratativas não estão vinculadas a nenhum resultado: podem levar à confirmação da aliança, a um governo de minoria ou à convocação de novas eleições.
"Não devemos governar a todo custo, mas não devemos também não querer governar a todo custo", declarou o líder do SPD, Martin Schulz, no início do congresso, realizado em Berlim.
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Inicialmente, ele rechaçara a hipótese de negociar com Merkel, mas mudou de ideia após o fracasso nas tratativas da chanceler com o FDP (Partido Liberal-Democrático) e os Verdes e depois de ter sido pressionado a reconsiderar pelo presidente da República, Frank-Walter Steinmeier.
Merkel venceu as eleições de setembro passado, mas não conseguiu maioria absoluta no Parlamento, já que a CDU teve apenas 30% dos votos. Inicialmente, ela tentou formar uma coalizão com o FDP e os Verdes, mas as negociações fracassaram, principalmente por divergências sobre políticas migratórias e ambientais.
Por conta disso, Merkel teve de recorrer aos sociais-democratas.
CDU e SPD são os dois maiores partidos do país, porém os anos de "grande coalizão" derrubaram a popularidade da legenda progressista - Schulz foi eleito líder do SPD justamente para fazer oposição aos conservadores e com a promessa de não se aliar novamente à chanceler.
Se as duas siglas não se acertarem, a Alemanha terá de voltar às urnas, criando um cenário de instabilidade no país.












