Social-democracia alemã lista exigências para formar coalizão com Merkel
Internacional|Do R7
Por Holger Hansen
BERLIM, 20 Out (Reuters) - Líderes do partido social-democrata alemão listaram as suas principais exigências para entrar numa coalizão com Angela Merkel, incluindo temas como salário mínimo, igualdade de salários e imposto sobre transação financeira.
De acordo com um documento interno obtido pela Reuters no domingo, o partido social-democrata vai apresentar 10 exigências não negociáveis, incluindo um salário mínimo de 8,50 euros por hora, salário igual para homens e mulheres, maior investimento em infraestrutura e educação, e estratégia comum para impulsionar o crescimento da zona do euro e do emprego.
O documento foi elaborado por líderes do partido para uma reunião no domingo, na qual cerca de 200 membros seniores de toda a Alemanha votarão sobre a abertura de negociações para formar um governo com os conservadores de Merkel.
O partido também vai exigir pensões iguais para os idosos na antiga Alemanha Oriental e Ocidental, a capacidade de ter dupla cidadania, e medidas para tornar mais fácil combinar o trabalho com a vida familiar.
Não foi feita menção ao aumento de impostos para os alemães mais ricos, proposta defendida pelos sociais-democratas durante a campanha eleitoral, mas que a chanceler já recusou de forma categórica.
O bloco conservador da democrata-cristã Merkel conta com, além do partido dela, a União Social Cristã, da Bavária. Eles foram a força política mais votada nas eleições de 22 de setembro, mas, por poucos assentos, não conseguiram maioria parlamentar, o que os obriga a buscar um parceiro para uma coalizão.
O partido social-democrata, que ficou em segundo nas eleições, distante da votação de Merkel, era visto como o parceiro mais provável. No entanto, o partido está relutante e tenta evitar os erros feitos durante a chamada "grande coalizão" com Merkel (2005-2009).
Depois dessa legislatura, os sociais-democratas tiveram o seu pior resultado eleitoral desde a Segunda Guerra. Muitos ativistas estão céticos com a possibilidade de reeditar a união.
"Agora eu posso garantir que não haverá um acordo de coalizão no qual nós faremos o oposto do que defendemos na eleição", disse o presidente do partido social-democrata, Sigmar Gabriel, ao jornal alemão Bild no sábado.
Se, como esperado, Gabriel tiver o apoio do partido neste domingo, as negociações de políticas e cargos de uma nova coalizão começariam na quarta-feira e poderiam durar mais de um mês.











