Soldado dos EUA se declara culpado por morte de 16 civis no Afeganistão
Internacional|Do R7
TACOMA, EUA, 5 Jun (Reuters) - Um sargento do Exército dos Estados Unidos acusado de matar 16 civis afegãos a sangue frio no ano passado se declarou culpado nesta quarta-feira de assassinato premeditado e outras acusações, como resultado de um acordo com os promotores militares para evitar a pena de morte.
O sargento Robert Bales, um veterano condecorado, com quatro estadas no Iraque e no Afeganistão em ações de combate, é acusado de deixar seu posto no Exército na província afegã de Kandahar, em março passado, e atirar em moradores desarmados, na maioria mulheres e crianças, em ataques na área onde eles viviam.
Os promotores disseram que ele ateou fogo a várias vítimas.
O tiroteio foi o pior caso de matança de civis atribuída a um soldado insubordinado dos EUA desde a Guerra do Vietnã e deteriorou ainda mais as relações entre os EUA e o Afeganistão, depois de mais de uma década de conflito no país.
Bales vestia um uniforme militar e estava ao lado de sua advogada, Emma Scanlan, quando ela anunciou as confissões de culpa em seu nome para 16 acusações de homicídio premeditado, seis acusações de tentativa de homicídio e sete acusações de agressão, bem como para uso de álcool e drogas.
Ela apresentou uma declaração de não culpado de obstrução, no caso da acusação de que ele danificou um laptop em uma tentativa de impedir a investigação.
A mulher de Bales estava sentada atrás dele num banco do tribunal da base conjunta de Lewis-McChord, perto de Tacoma, Estado de Washington.
Scanlan disse à Reuters na semana passada que Bales tinha concordado em se declarar culpado das acusações de assassinato contra ele, em troca de os promotores militares concordarem em não pedir a pena de morte.
(Reportagem de Steve Gorman)













