Soldado Manning é absolvido de "ajuda ao inimigo" e acusado de espionagem
Internacional|Do R7
Jairo Mejía. Fort Meade (EUA), 30 jul (EFE).- O soldado americano Bradley Manning foi absolvido nesta terça-feira da grave acusação de "ajuda ao inimigo" por vazar documentos secretos ao Wikileaks, mas não se livrou de outras 20 acusações, entre elas a de espionagem, que podem resultar em até 136 anos de prisão. O governo americano havia decidido não pedir a pena de morte pela grave violação do código militar e solicitou a prisão perpétua pelo vazamento das informações ao Wikileaks, mas o soldado foi absolvido dessa acusação. Analista de inteligência no Iraque de outubro de 2009 a maio de 2010, quando foi detido, Manning foi considerado culpado de violar a Lei de Espionagem por vazar mais de 700 mil documentos secretos ao Wikileaks, a maior filtragem da história americana. Vídeos como Colateral Murder, que exibe um ataque aéreo que mata inocentes no Iraque, foram amplamente divulgados pelo Wikileaks e Manning reconheceu ser o responsável pelo vazamento. Além disso, o soldado, que já está há mais de três anos na prisão, foi declarado culpado de armazenar informação sem autorização e vulnerar medidas de segurança das bases de dados secretas às que teve acesso no Iraque. A defesa de Manning apresentou o soldado como um jovem idealista que justificou suas ações pela necessidade que sentia de que os americanos e o mundo em geral conhecessem os excessos dos militares nas guerras no Iraque e no Afeganistão. Durante o julgamento, a acusação chegou a apresentar provas que as forças especiais encontraram informação filtrada pelo Wikileaks na casa onde se escondia Osama bin Laden, o líder da Al Qaeda, no Paquistão. O complexo julgamento de Manning é o primeiro desde a Guerra Civil americana (1861-1865) no qual se acusa um militar de "ajuda ao inimigo" por transmitir informação e foi seguido com grande interesse pelo Wikileaks, que teme que esta seja uma tentativa de colocar seu fundador, o australiano Julian Assange, diante da justiça americana. EFE jmr/ld/id (foto)











