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Soldado paquistanês é apedrejado até a morte por suposta relação com jovem

Execução foi ordenada por conselho local com interpretação rígida da religião islâmica

Internacional|Do R7

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Um soldado paquistanês foi apedrejado ontem (12) por ter mantido uma relação ilícita com uma jovem em uma zona tribal conservadora situada na fronteira com o Afeganistão, afirmaram hoje várias autoridades locais.

Anwar ud-Din, um soldado de cerca de 25 anos, foi visto com a jovem no último domingo (10) em um cemitério de Parachinar, principal cidade do distrito tribal de Kurram.


Uma assembleia tribal o condenou a morrer apedrejado depois que reconheceu ter estado ao menos três vezes com esta jovem, afirmou à AFP uma fonte que pediu para permanecer no anonimato.

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"O apedrejamento ocorreu na terça-feira no cemitério de Tori. Entre 40 e 50 [pessoas] lançaram pedras contra o homem até que ele morreu", contou esta autoridade tribal, que acrescentou que os restos mortais foram abandonados em um hospital local.


"Ver a cena foi horrível. O corpo estava realmente mutilado por todos estes projéteis. Tinha hematomas por todo o corpo e o rosto era irreconhecível", explicou uma fonte hospitalar local.

Até o momento não se sabe o que aconteceu com a jovem. Algumas pessoas afirmam que ela também foi apedrejada, embora tenha negado ter mantido relação sexual com o soldado.


Nos sete distritos tribais do noroeste do Paquistão, considerados um santuário dos talebans e de outros grupos vinculados à Al Qaeda, os conselhos locais, ou jirgas, são os responsáveis por tomar as decisões judiciais e o fazem aplicando as tradições e uma interpretação rígida da religião muçulmana.

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