Soldados ucranianos e milícias pró-Rússia se acusam de violar cessar-fogo
Internacional|Do R7
Kiev, 27 ago (EFE).- Os militares ucranianos e as milícias pró-Rússia se acusaram mutuamente nesta quinta-feira de violar o regime de cessar-fogo no leste da Ucrânia, palco de um conflito que, segundo os últimos dados da ONU, já causou a morte de mais de 7.000 pessoas, entre civis e combatentes. "Durante a jornada de ontem as formações armadas ilegais violaram em 90 ocasiões o cessar-fogo", afirma um comunicado do quartel-general da tropas ucranianas posicionadas na área do conflito. Segundo os militares, a milícias atacaram posições dos soldados governamentais junto às localidades de Manrinka, Starognatovka, Projorovka e Zaitsevo. Os rebeldes pró-Rússia, acrescenta o boletim, empregaram morteiros, plataformas de lançamento de projéteis e metralhadoras pesadas. Por sua parte, a chefia das milícias da autoproclamada república popular de Donetsk denunciou que as tropas de Kiev lançaram 30 ataques contra localidades controladas pelos separatistas. A Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) expressou sua preocupação pelo aumento do número de violações ao cessar-fogo estipulado em Minsk em fevereiro deste ano. "A continuação da ações militares não oferece nenhuma perspectiva à população do leste da Ucrânia", advertiu o representante especial da OSCE no Grupo de Contato para a Ucrânia, o austríaco Martin Sajdik, em reunião realizada ontem na capital bielorrussa para analisar o cumprimento dos acordos de paz. O Grupo de Contato (formado por Ucrânia, Rússia e OSCE, com a participação de representantes dos rebeldes pró-Rússia) trabalha na consecução de um acordo para retirar da linha de separação de forças os carros de combates e as peças de artilharia de calibre inferior a 100 milímetros. EFE bk-bsi/rsd













