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Solução de crise em ampliação de Canal do Panamá está nas mãos de seguradora

Internacional|Do R7

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Panamá, 12 fev (EFE).- Uma solução negociada à crise que mantém paralisado o principal projeto de ampliação do Canal do Panamá passa pela seguradora Zurique American aceitar utilizar a fiança como fundo líquido para retomar as obras, admitiu nesta quarta-feira a Administração da via. "A injeção de US$ 400 milhões", o montante da fiança nas mãos de Zurique, "é importante para a solução. Sem essa injeção necessária para co-financiar o projeto daqui em diante, os acordos que chegamos entre as duas partes possivelmente cairão", explicou o administrador da Autoridade do Canal do Panamá (ACP), Jorge Quijano. No plenário do parlamento, Quijano afirmou que ontem, em uma conversa telefônica entre a ACP e o Grupo Unidos pelo Canal (GUPC) chegaram "em princípio a um acordo que pode dar resultado" para reativar a construção do terceiro jogo de eclusas de embarque, suspensa há oito dias pela empreiteira contratada, que argumenta a falta de fundos. "A verdade é que ainda (ACP e GUPC) não concluímos o acordo por escrito, não queremos dizer que fomos bem-sucedidos até que esteja assinado", acrescentou o administrador, ao garantir que as "negociações têm que terminar no mais tardar na próxima terça-feira". Mas um final feliz dependerá de a seguradora se "manifestar de maneira contundente; sabemos que tem a melhor vontade de fazê-lo e esperamos que aconteça nos próximos dias", disse Quijano ao falar sobre o tema na sede da Câmara de Comércio, Indústrias e Agricultura do Panamá (CCIAP). O presidente da CCIAP, José Luis Ford, afirmou aos jornalistas que, segundo o exposto por Quijano, "a resolução do conflito está na aprovação por Zurique do que foi pactuado entre as partes, e na afirmação de que 'estamos dispostos a entrar mudando a fiança por (dinheiro) líquido e sob quais condições'". No parlamento Quijano revelou que os acordos alcançados até agora se baseiam em uma proposta que estabelece que a ACP dará um antecipação adicional de US$ 100 milhões, outros US$ 100 milhões virão da GUPC, US$ 400 milhões de Zurique, além de uma moratória de dois meses ao reembolso de outros adiantamentos já entregues pelo Canal ao consórcio em um total de US$ 784 milhões. "Essa é a solução que está na mesa e na qual não se negocia um dólar fora do contrato", a posição que sempre defendeu a ACP, disse o administrador da via interoceânica, por onde passa cerca de 6% do comércio mundial. Se for concretizado, incluída a injeção de liquidez pela seguradora, as obras suspensas poderiam ser retomadas muito rapidamente, até em dois dias, segundo Quijano. A crise na construção foi causada pela alegação do consórcio, liderado pelas empresas Sacyr da Espanha e Impregilo da Itália, de que ficou sem fluxo de caixa por "sobrecustos" da obra de mais de US$ 1,6 bilhão, o que a ACP não aceita por considerá-los "desproporcionais e não sustentados". A construção deveria por contrato ficar pronta em outubro, mas ano passado o GUPC anunciou um atraso para junho de 2015. Caso o acordo não dê certo e a ACP assuma as obras, o atraso seria maior, deixou entrever Quijano sem precisar de quanto seria, o que traria um custo adicional de US$ 3,118 bilhões estabelecidos no contrato e que chegaria aos "US$ 400 milhões", exatamente o montante do seguro nas mãos de Zurique, explicou. O GUPC venceu a licitação em 2009, e o projeto já avançou entre 66% e 70%, segundo a ACP e o consórcio, respectivamente. A Autoridade do Canal disse já ter pago ao consórcio US$ 2,831 bilhões, US$ 784 mi em antecipações reembolsáveis, além de pelo menos US$ 160 milhões em custos extras. EFE gf/cd (foto) (vídeo)

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