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Sudão do Sul acusa rebeldes de mobilizarem 'Exército Branco'

Internacional|Do R7

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JUBA, 29 Dez (Reuters) - O Sudão do Sul acusou os rebeldes neste domingo de mobilizarem uma milícia étnica para novos ataques, apesar da oferta do governo de uma trégua para interromper duas semanas de conflitos no jovem Estado.

Uma força de 25 mil homens do chamado "Exército Branco", composta na sua maioria por jovens do grupo étnico nuer, que cobrem o corpo com cinzas, marchava para a cidade de Bor, recapturada pelas forças do governo na terça-feira, disse um porta-voz do Exército do Sudão do Sul.


"Estamos preparados para enfrentá-los", disse Philip Aguer, porta-voz do Exército, por telefone da capital Juba, 190 km ao sul de Bor.

Os combates no Sudão do Sul já deixaram pelo menos 1 mil mortos e dividiram o país africano que há dois anos ganhou a independência. O conflito levanta o temor de uma guerra civil aberta no país entre os grupos dinka e nuer, o que poderia desestabilizar a frágil região.


Os rebeldes do Exécito Branco, leais ao ex-vice-presidente Riek Machar, devem entrar em confronto com as tropas do presidente Salva Kiir perto de Bor dentro de um dia, disse o porta-voz militar.

Machar não fez comentários sobre a força rebelde ou sobre a oferta de cessar-fogo do governo feita na sexta-feira.


Testemunhas relataram que civis em pânico fugiam de Bor.

Cena de um massacre em 1991 de integrantes do grupo étnico dinka, de Kiir, por nuers, Bor foi retomada pelo governo depois de vários dias de duros combates.


Juuk Mading era um dos civis que tentavam escapar de Bor. "Estamos com muito medo", disse ele, pai de quatro filhos.

Um cinegrafista da Reuters que esteve em Bor no dia 25 de dezembro, um dia antes de os rebeldes terem sido expulsos, afirmou que havia corpos queimados nas ruas.

O ministro da Defesa, Kuol Manyang Juuk, afirmou à Reuters que políticos em Juba estavam falando com integrantes do Exército Branco, dizendo que os atuais combates não eram um conflito étnico e tentando convecê-los a desistir de ir para Bor.

(Por Carl Odera)

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