Sudão do Sul é palco de novos choques entre Exército e militares dissidentes
Internacional|Do R7
Cartum, 18 dez (EFE).- Enfrentamentos entre o Exército do Sudão do Sul e militares dissidentes explodiram nesta quarta-feira na cidade de Bor, capital do conflituoso estado de Jonglei, enquanto os mortos durante a tentativa de golpe já passam dos 400. O porta-voz do Exército do Sudão do Sul, Phillip Aguer, informou à Agência Efe por telefone que até o momento o número de vítimas confirmadas já passa dos 400 e há 700 feridos. Aguer assinalou que a situação em Juba voltou à normalidade, mas que "uma pequena força rebelde" atacou várias zonas militares em Bor. Segundo o porta-voz militar, os dissidentes não conseguiram tomar o controle do quartel militar, embora a imprensa, como o independente "Sudão Tribune", afirme que os dissidentes liderados pelo general Peter Gadet Yaak se apropriaram de armas e tanques na base de Malualchat. Os militares insurgentes atacaram com projéteis e artilharia pesada várias instalações militares-chave e forçaram centenas de soldados leais ao presidente Salva Kiir a fugir, acrescentou o jornal. Por sua vez, a rádio "Miraya", da missão das Nações Unidas no Sudão do Sul, UNMISS, indicou que ocorreu um êxodo de população em Bor devido à violência. Mais de mil de pessoas buscaram refúgio no complexo da UNMISS, situado no sudeste da cidade, da mesma forma que em Juba mais de 13 mil pessoas tomaram a mesma atitude. Nesta jornada, a situação se mantém mais tranquila em Juba, o que permitiu retomar os voos desde o aeroporto internacional, onde foram vistos vários estrangeiros que querem deixar o país. As autoridades estão perseguindo aqueles supostamente implicados na revolta e já detiveram desde segunda-feira mais de uma dezena de personalidades, entre eles vários ex-ministros e altos cargos. Alguns dos detidos são o ex-secretário-geral do governante Movimento para a Libertação do Sudão (MPLS), Pagam Amum; o ex-ministro do Interior, Geir Choung; o ex-titular de Segurança, Oyay Deng; e o ex-vice-ministro da Defesa, Majak Agot. O Governo acusou da tentativa golpista do domingo o ex-vice-presidente Riak Mashar, principal rival político de Kir e em paradeiro desconhecido. Em declarações ao "Sudão Tribune", Mashar negou hoje que se tenha produzido uma tentativa de golpe de Estado no Sudão do Sul e acusou Kir de lançar essas acusações para "se desfazer" dos políticos críticos com sua gestão. Mashar ressaltou que o ocorrido é "um mero mal-entendido entre membros da Guarda Presidencial". EFE az-aj-mv/ff











