Supremo italiano reabre caso de jovem britânica assassinada em 2007
Internacional|Do R7
Roma, 26 mar (EFE).- A americana Amanda Knox e o italiano Raffaele Sollecito terão que enfrentar um novo julgamento pela morte da estudante britânica Meredith Kercher em 2007, depois que a Suprema Corte da Itália anulou nesta terça-feira a sentença de absolvição e ordenou que o processo fosse retomado. O veredito reabriu o caso mais midiático e polêmico dos últimos anos na Itália, que originou livros e inclusive séries de televisão. O julgamento de Amanda e seu então namorado será analisado agora no Tribunal de Apelação de Florença. Em dezembro de 2009, um tribunal de Perugia, cidade italiana onde foi assassinada Meredith Kercher, de 21 anos, que estava realizando um programa de intercâmbio na Itália, condenou Amanda Knox e Sollecito a 26 e 25 anos de prisão, respectivamente, pela morte da estudante. A Justiça italiana também considerou como autor do assassinato o marfinense Rudy Guede, que foi condenado a 16 anos de prisão em um curto julgamento realizado em dezembro de 2010. Em primeira instância, foi determinado que a jovem britânica se negou a participar de um "jogo sexual", foi estuprada por Guede e apunhalada por Amanda, enquanto Sollecito a segurava. O casal foi preso em novembro de 2007 e passou quatro anos detidos até que em 3 de outubro de 2011 o Tribunal de Apelação de Perugia os absolveu por considerar que não existiram provas contra os dois. A única condenação imposta na ocasião (e ratificada hoje) a Amanda foi uma pena de três anos (já cumpridos) por calúnias contra Patrick Lumumba, um músico congolês que a americana acusou de envolvimento no caso mas que foi declarado inocente. Na época, a condução do caso sofreu muitas críticas, principalmente na imprensa americana. Os únicos que nunca se entregaram foram a família de Meredith Kercher, que junto com a promotoria de Perugia recorreram do veredicto para tentar "esclarecer" o que verdadeiramente ocorreu. Nos próximos dias, o Supremo irá anunciar a "motivação" de sua decisão. Provavelmente, os acusados não terão que se apresentar no julgamento, que se concentrará na sentença que foi anulada. Após a absolvição, Amanda Knox voltou para sua cidade natal, Seattle (EUA). Sollecito, que vive em Verona, na Itália, onde cursa engenharia de computação, disse após saber da decisão que "não tinha palavras" para expressar o que estava ocorrendo. A advogada de Sollecito explicou que irá aguardar as novas decisões da Justiça e que "a batalha continua" para demonstrar a inocência do jovem italiano. O advogado de Amanda, Luciano Ghirga, afirmou que estava "muito desiludido, mas preparado para seguir lutando", enquanto outro de seus defensores, Carlo Gadanha Vedova, explicou que a jovem americana ficou decepcionada. Já o advogado da família Kercher, Francesco Maresca, disse que a revisão da sentença foi "uma vitória judicial e moral". Amanda Knox chegou a escrever um livro de memórias, que teve a publicação adiada por várias vezes. A obra seria finalmente lançada em 30 de abril, mas é provável que volte a ser cancelada devido à reabertura do caso. EFE ccg/dk











