Suspeito de atentado da França confessou ter decapitado seu chefe
Internacional|Do R7
Paris, 28 jun (EFE).- Yassin Salhi, suspeito do atentado da sexta-feira passada no leste da França, reconheceu aos investigadores ter decapitado seu chefe, informaram neste domingo fontes próximas à investigação. O detido, de 35 anos e que tinha sido vigiado por sua proximidade com meios salafistas, começou a colaborar com os agentes após dois dias de intensos interrogatórios, disseram as fontes citadas pela emissora "BFMTV". Nas próximas horas ele deve ser levado a Paris para mais interrogatórios na brigada antiterrorista, nos arredores da capital. Salhi foi rendido por um bombeiro quando abria botijões de acetona em uma fábrica química em Saint-Quentin-Fallavier, a poucos quilômetros de Lyon, terceira cidade do país. Antes, tinha pendurado a cabeça de seu chefe na empresa em que trabalhava em um muro e a tinha rodeado de cartazes com inscrições muçulmanas. Posteriormente, bateu seu veículo contra um armazém onde havia botijões de gás, o que provocou uma grande explosão, que não causou vítimas entre os cerca de 50 empregados da empresa. O suspeito foi detido e conduzido em um primeiro momento a um hospital de Lyon para ser atendido pelos ferimentos causados pela explosão. Ao ser liberado foi para a polícia em Lyon para ser interrogado. Em um primeiro momento, Salhi se mostrou pouco cooperativo com os agentes, mas segundo seus advogados nas últimas horas começou a dar detalhes dos atos. O atentado, o primeiro com uma decapitação registrado na França, levou o Executivo a elevar o nível de alerta antiterrorista na região Ródano-Alpes durante três dias. O primeiro-ministro, Manuel Valls, indicou hoje que a ameaça terrorista é "importante" no país e assinalou que o combate contra o terrorismo "deve ser entabulado a longo prazo". "Será um combate longo, não se podem reivindicar resultados imediatos", indicou o chefe do governo em entrevista coletiva. Paralelamente, o primeiro-ministro reivindicou à sociedade um "espírito de unidade" e "sangue frio". EFE lmpg/cd












