Suspeitos do caso das escravas presas em Londres eram maoístas, diz "BBC"
Internacional|Do R7
Londres, 25 nov (EFE).- O casal suspeito de manter como escravas domésticas três mulheres em uma casa de Londres durante mais de 30 anos era de ativistas maoístas, revelou nesta segunda-feira a "BBC". Segundo a emissora britânica, os sequestradores são Aravindan Balakrishnan, de origem indiana, e sua mulher, Chanda, oriunda da Tanzânia. Ambos foram vinculados a um centro maoísta do bairro de Brixton, no sul de Londres, nos anos 70. Aparentemente, os dois eram destacados ativistas do Mao Zedong Memorial Centre, que nos anos 70 foi inspecionado pela polícia em uma operação na qual cinco pessoas foram detidas, entre elas os supostos sequestradores das três mulheres. A Scotland Yard, que não confirmou nem negou os nomes do casal, informou hoje que a idade do homem suspeito é 73 anos e não 67, como se informou na semana passada, e que a investigação foi ampliada para treze domicílios na capital. A história das mulheres -uma malaia de 69 anos, uma irlandesa de 57 e uma britânica de 30- foi revelada na quinta-feira passada quando os dois supostos sequestradores foram detidos, apesar do casal ter sido solto ao pagar uma fiança. Segundo os depoimentos das mulheres, as três passaram mais de 30 anos detidas contra sua vontade em uma casa. As mulheres foram resgatadas em 25 de outubro depois que a irlandesa realizou uma ligação para a ONG Freedom Charity que, por sua vez, informou a polícia. A polícia disse que as três sofreram abusos emocionais e físicos e que agora é preciso estabelecer quais foram as "algemas invisíveis" que as mantiveram presas por tanto tempo. EFE vg/dk













