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Syriza diz que "não é realista" esperar que Grécia pague toda sua dívida

Internacional|Do R7

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Londres, 27 jan (EFE).- O principal porta-voz de economia da Syriza, Euclid Tsakalotos, disse nesta terça-feira à cadeia "BBC" que "é pouco realista" esperar que a Grécia possa pagar a totalidade de sua dívida, e que os credores da União Europeia (UE) devem estar dispostos a negociar. "Ninguém acredita que a dívida da Grécia seja sustentável", declarou o representante da coalizão de esquerda. O líder da legenda, Alexis Tsipras, está formando novo governo após ganhar as eleições de domingo e alcançar um acordo com o partido de direita nacionalista Gregos Independentes. Uma de suas prioridades será renegociar com UE, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE) uma reestruturação da dívida do Estado grego, que chega a 240 bilhões de euros. "Não conheci nenhum economista que honestamente diga que a Grécia pagará toda essa dívida. Não é possível", afirmou Tsakalotos em entrevista para a emissora pública britânica. O professor de economia disse que os líderes europeus devem se mostrar dispostos a trabalhar com a Syriza. "Vai ser uma Europa muito peculiar e perigosa se (os líderes) indicam que, após um voto democrático, não estão interessados em conversar com um novo governo", advertiu. "Será o sinal definitivo de que esta Europa não pode incorporar a mudança democrática nem a mudança social", acrescentou. No entanto, Tsakalotos admitiu que seria seu "pior pesadelo se a zona do euro fosse derrubada porque a Grécia caiu". "Se a Grécia cair e for retirada da zona do euro, a zona do euro será derrubada. Dissemos desde o princípio que a zona do euro está em perigo, mas não pelo Syriza, e sim pelas políticas de austeridade", ponderou. Apesar disso, o especialista em economia assegurou que o governo de Tsipras terá disposição de negociar e não de confronto. "O novo governo grego estará disposto a cooperar e a renegociar pela primeira vez com nossos colegas uma solução justa, viável e de benefício mútuo", explicou. EFE jm/dk

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