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Tailândia confirma general golpista como primeiro-ministro

Prayuth Chan-ocha foi líder do golpe de Estado de 2014 e obteve o apoio de 500 deputados e senadores entre os 750 membros do Legislativo

Internacional|Da EFE

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General líder de golpe de Estado se torna primeiro-ministro
General líder de golpe de Estado se torna primeiro-ministro

O parlamento da Tailândia votou nesta quarta-feira (5) para confirmar como primeiro-ministro o general golpista Prayuth Chan-ocha, que obteve o apoio de 500 deputados e senadores, em uma sessão conjunta realizada após cinco anos de ditadura militar.

Prayuth, líder do golpe de Estado de 2014, venceu o outro candidato, o político opositor da junta militar Thanathorn Juangroongruangkit, que foi apoiado por 244 parlamentares dentre os 750 membros das duas câmaras do Legislativo.


A votação aconteceu após uma longa sessão de debate de mais de dez horas e mais de dois meses depois dos pleitos realizados no último dia 24 de março.

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O resultado garante a transição de Prayuth de líder do golpe de 2014 e da junta militar governante para a posição de primeiro-ministro endossado por um parlamento eleito nas urnas.


Prayuth, que não é deputado, não estava no auditório alugado onde aconteceu a votação, já que a sede do parlamento ainda se encontra em construção após mais de dez anos de obras.

No plenário improvisado, os parlamentares foram anunciando seu voto diante do microfone um por um ao longo de cerca de duas horas.


O ex-chefe do exército, de 65 anos, conta com o apoio de uma coalizão de 18 partidos liderada pelo pró-militar Palang Pracharat, o Partido Democrata e o Bhumjaithai, enquanto Thanathorn foi respaldado por uma aliança de sete legendas contrárias à junta militar.

Os 250 senadores que participaram da votação foram escolhidos a dedo pela junta militar.


"Prefiro uma ditadura democrática a uma democracia fracassada", declarou em dado momento do debate o senador Seri Suwanpanond em um dos discursos mais polêmicos.

Prayuth, um militar de caráter iracundo e ultramonárquico, aplacou qualquer voz dissidente à frente do governo e da junta militar e foi designado candidato pelo Palang Pracharat pouco antes das eleições.

Thanathorn, um empresário de 40 anos que começou na política no ano passado para acabar com a influência dos militares, está respaldado por sua legenda, a Anakot Mai (Novo Futuro), e o influente Puea Thai, cujo governo foi deposto no levante de cinco anos atrás.

A ascensão da popularidade do jovem político, hábil no uso das redes sociais e com um estilo direto e espontâneo, foi respondida com vários processos judiciais apresentados por organismos designados pela junta militar que lhe fizeram ser suspenso temporariamente como deputado e ainda podem lhe acarretar penas de prisão.

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