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Talibãs ameaçam Musharraf de morte se ele voltar ao Paquistão

Internacional|Do R7

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Islamabad, 23 mar (EFE).- O movimento talibã paquistanês (TTP, na sigla em urdu) ameaçou neste sábado usar "suicidas e franco-atiradores" para "assassinar" o ex-presidente do Paquistão, Pervez Musharraf, se o ex-governante voltar do exílio a seu país. Um porta-voz do TTP, Ehsanulah Ehsan, afirmou ao jornal "Dawn" que sua organização dispõe de um esquadrão de insurgentes que se explodirá em frente a Musharraf se este cumprir sua promessa de voltar amanhã ao Paquistão para participar das eleições de maio. "Estamos treinando suicidas com o objetivo de assassinar" o ex-presidente, afirmou Ehsan. O porta-voz talibã explicou que o encarregado de liderar o grupo que tentará matar o ex-presidente é Adnan Rashid, ex-membro das Forças Aéreas paquistanesas que participou, em dezembro de 2003, de um atentado fracassado contra Musharraf. Rashid estava entre os 400 detentos que conseguiram escapar da penitenciária paquistanesa de Bannu em abril do ano passado após um ataque de talibãs. Musharraf, no entanto, anunciou recentemente em seu exílio voluntário em Dubai que não teme voltar ao Paquistão: "O povo diz que há processos judiciais contra minha pessoa e que sofro riscos, mas eu não os temo, já que confio em Alá", afirmou. O ex-presidente disse que seu partido participará do pleito parlamentar que será realizado em 11 de maio e que apresentará candidatos em todos os distritos. Musharraf, que chegou ao poder no Paquistão em 1999 após um golpe de Estado e deixou o cargo em 2008, viveu desde sua renúncia entre Londres e Dubai, e deve chegar amanhã à cidade de Karachi, no sul de seu país natal. A justiça paquistanesa ditou em 2011 várias ordens de detenção contra Musharraf por não ter protegido a vida da ex-primeira-ministra Benazir Bhuto, assassinada em um atentado em dezembro de 2007 quando o militar era presidente. No entanto, ontem um tribunal da província de Singh facilitou o caminho para o retorno de Musharraf ao país asiático ao lhe garantir a liberdade sob fiança se ele retornar. EFE wa-mt/id

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