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Tártaros da Crimeia pedem ajuda internacional diante de referendo

Internacional|Do R7

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Simferopol (Ucrânia), 6 mar (EFE).- Os tártaros da Crimeia pediram hoje uma reação urgente da comunidade internacional diante da decisão do Parlamento da região autônoma de se incorporar à Rússia e convocar um referendo sobre a questão. A decisão foi tomada por "loucos", disse Refat Chubarov, líder dos tártaros, que constituem 12% da população da Crimeia. "Agora é muito importante que já nas primeiras horas se vejam passos práticos da comunidade internacional. A situação avança com bestial velocidade rumo ao precipício", afirmou o líder do Majlis (Assembleia Consultiva Islâmica) da Crimeia em entrevista à emissora ucraniana "Gromadski TV". Chubarov advertiu que a comunidade tártara da república autônoma não reconhecerá "um referendo sem que existam leis a respeito na Ucrânia, quando as ruas são percorridas por homens armados e carros blindados". "Além de existirem leis sobre referendos locais, a própria decisão é absurda. Primeiro decidem ingressar na Federação da Rússia e depois levar esta questão a uma consulta", opinou. O Parlamento da Crimeia aprovou hoje a incorporação da região autônoma ucraniana à Rússia e convocou um referendo sobre o assunto para 16 de março. Segundo informaram fontes do Governo pró-Rússia da Crimeia, a pergunta que será feito na consulta será: "Você é a favor da reunificação da Crimeia com a Rússia como parte da Federação Russa?". A consulta terá uma segunda questão: "Você é a favor que volte a vigorar a Constituição da Crimeia de 1992 e o status da Crimeia como parte da Ucrânia?". O presidente russo, Vladimir Putin, já foi informado do desejo da Crimeia de fazer parte da Federação Russa, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, citado pela televisão estatal local. Os tártaros são uma das minorias que mais sofreu a ira stalinista durante os expurgos dos anos 30 e posteriormente durante a deportação dos povos (checheno, inguche, etc.) acusados de colaborar com o invasores nazistas durante a Segunda Guerra Mundial. Grande parte da comunidade deixou a península e muitos não puderam voltar até a desintegração da União Soviética, quando a Crimeia permaneceu como parte de uma Ucrânia independente. Atualmente, a Crimeia, que foi 'dada' à Ucrânia em 1954 pelo então líder da URSS, o ucraniano Nikita Kruschev, tem dois milhões de habitantes, das quais 60% são russos e 26% ucranianos. EFE io-aep/dk

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