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Terceiro dia de chuva interrompe sequência de queda no nível do Cantareira

Internacional|Do R7

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São Paulo, 4 nov (EFE).- Em meio à pior crise hídrica desde 1930, São Paulo registrou nesta terça-feira seu terceiro dia consecutivo de chuvas, e seus principais reservatórios, que continuam em estado crítico de abastecimento, mantiveram seus níveis diários pela primeira vez em mais de um mês. O sistema Cantareira, responsável pelo fornecimento de água a 6,5 milhões de pessoas, operava hoje estável, com 11,9% de seu nível, segundo informou a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Desde o último 26 de setembro, o nível do sistema Cantareira tinha caído todos os dias. Nessa data, o reservatório operava com 7,2% do primeiro "volume morto", mas depois as autoridades reguladoras autorizaram a utilização de uma segunda reserva técnica, que elevou o nível a 13%. No entanto, apesar das chuvas que começaram no domingo, o nível de outros reservatórios importantes como Alto Tietê (8,8%) e Guarapiranga (37,9%) registraram quedas nos últimos três dias de quase um ponto percentual. Nos primeiros quatro dias de novembro, São Paulo registrou 39,6 milímetros de chuva na região metropolitana, quantidade que quase chega a igualar os 42,5 milímetros de todo mês de outubro. A previsão meteorológica da empresa Climatempo aponta que as chuvas se manterão de maneira contínua até amanhã e seguirão ocorrendo durante a primeira quinzena de novembro sobre o sistema Cantareira. O cálculo até 17 de novembro é que a cidade receba entre 150 e 200 milímetros de chuva, quase cinco vezes mais que tudo o que se registrou nos 31 dias de outubro. Mesmo assim, algumas empresas pretendem denunciar perante a Justiça o governo estadual, ao qual acusam de não tomar medidas para prevenir a crise, informou à Agência Efe o jurista Rodrigo Setaro, do escritório Moreau Advogados. A seca, agravada em São Paulo, mas que se estende por outras regiões do país, também pode ter repercussões em outros setores da infraestrutura, como o fornecimento de energia elétrica. Nesse sentido, a agência de classificação de risco Moody's alertou nesta semana que as empresas do setor elétrico estão "sob pressão" devido à seca, uma vez que o Brasil tem sua matriz energética baseada em hidrelétricas. EFE wgm/rsd (foto) (vídeo)

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