Termina votação nas ilhas Malvinas sobre soberania britânica
Moradores estão decidindo se desejam continuar como território dependente do Reino Unido
Internacional|Do R7
A consulta para que os malvinenses se pronunciem sobre se querem ou não permanecer sob soberania britânica terminou nesta segunda-feira (11) às 21h GMT (18h de Brasília), e espera-se que em cerca de quatro horas seja anunciado o resultado oficial. Após o fechamento dos quatro centros de votação, que funcionaram no domingo e hoje, as urnas com as cédulas foram levadas à capital Port Stanley.
A apuração começará por volta das 23h GMT (20h de Brasília) na sede da prefeitura local, segundo as autoridades das ilhas.
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A jornada desta segunda-feira foi menos cansativa nos centros de votação do que a de ontem pois a maioria dos quase 1.700 malvinenses com direito a votar nesta consulta foi às urnas no domingo.
Além dos quatro colégios eleitorais fixos nas duas ilhas principais, Soledad e Grande Malvina, as autoridades habilitaram cinco centros de votação "móveis", quatro deles em veículos e um em um pequeno avião, que no domingo visitaram as povoados mais afastados do arquipélago.
Os moradores das Malvinas (Falklands para os britânicos) tinham que responder com um "sim" ou um "não" à pergunta de se desejam que as ilhas continuem como território dependente do Reino Unido de ultramar. Para este referendo, o primeiro deste tipo realizado nas ilhas, dez observadores de sete países supervisionaram para que a votação fosse justa e transparente.
Está previsto que estes observadores - um brasileiro, dois dos Estados Unidos, dois do Canadá, dois da Nova Zelândia, um mexicano, um chileno e um uruguaio - informem hoje à imprensa sobre seu trabalho, de natureza técnica.
Tudo indica que o "sim" receberá o apoio de mais de 90% dos eleitores. A população de Port Stanley, onde vive a maioria dos quase 3.000 habitantes das ilhas, já começou a preparar uma festa para esta noite perto da catedral, onde foram instaladas luzes ao ar livre.
Este referendo foi convocado pelo governo das ilhas em resposta à reivindicação argentina da soberania das Malvinas e sua contínua exigência ao governo britânico para iniciar uma negociação. O governo argentino divulgou posição que não aceitará o resultado da consulta, que considera ilegal.
A Argentina, que reivindica as ilhas desde 1833, se nega a incluir os malvinenses como uma terceira parte da disputa e só aceita negociar com o governo do Reino Unido.
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