Terremoto de 6,1 graus na escala Richter atinge norte do Chile
Internacional|Do R7
(Atualiza com dados de Escritório Nacional de Emergência) Santiago do Chile, 23 mar (EFE).- Um forte terremoto, de magnitude 6,1 na escala Richter, estremeceu o extremo norte do Chile, provocando desprendimento de rochas, alguns desmoronamentos, cortes no fornecimento de energia e do serviço da internet. Segundo o Centro Nacional de Sismologia, o fenômeno foi sentido por volta de 15h20 (hora local e também de Brasília), e seu epicentro foi a 95 quilômetros da cidade de Iquique, que por sua vez, está localizada a 1850 quilômetros ao norte de Santiago. Os habitantes das cidades de Iquique e Arica, e de outras localidades próximas, se dirigiram para locais abertos, segundo autoridades da região, de maneira tranquila e ordenada. Não houve nenhum registro de vítimas. O Serviço Hidrográfico e Oceanográfico da Armada (Shoa) informou que o tremor não tem características para a ocorrência de um tsunami no litoral do Chile. Por sua vez, o Escritório Nacional de Emergência (Onemi), dependente do Ministério do Interior, precisou que o tremor de terra afetou as regiões de Arica, Parinacota e Tarapacá. Em seu relatório, o Onemi aponta que 14 cidades e localidades foram afetadas pelo terremoto com intensidades que oscilaram entre os seis e quatro graus na escala internacional de Mercalli, que vai de um a 12. Este tremor se soma aos três terremotos que no sábado estremeceram Iquique com magnitudes de entre 5,8 e 5,2 na escala Richter e às mais de 160 réplicas que foram sentidas na zona depois do fenômeno telúrico de magnitude 6,7, no domingo passado, e que originou inclusive um alerta preventivo de tsunami. Nesse dia, cerca de 100 mil pessoas deixaram suas casas na busca de lugares mais seguros, depois que o Escritório Nacional de Emergência (Onemi) soou alarmes de evacuação. Os sismólogos qualificaram grande parte do norte do Chile como uma "zona quente" para um grande terremoto, já que desde 1878 não é registrado um tremor de grande magnitude nessa zona. Os especialistas manejam uma categoria de entre 70 e 100 anos para que um terremoto volte a ser registrado na mesma zona, que neste caso também afetaria o sul do Peru. EFE mc/ff











