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Testemunha afirma ter contado a Strauss-Kahn que era prostituta

Internacional|Do R7

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Paris, 11 fev (EFE).- Uma das mulheres que participaram das orgias pelas quais Dominique Strauss-Kahn está sendo julgado disse nesta quarta-feira ao Tribunal de Lille, no norte da França, que tinha contado ao ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) que trabalhava como prostituta. "Eu não disse 'sou uma prostituta', não falei assim", contou a mulher, chamada Jade, mas do jeito que explicou seu trabalho "não havia dúvidas", afirmou, segundo relatos divulgados por "France Info" e "BFM TV". A mulher, que se apresenta como antiga prostituta, disse que antes de uma das orgias teve uma conversa clara com Strauss-Kahn (conhecido pelas iniciais DSK) em 2009, em uma viagem de carro a caminho de Bruxelas. Ao longo da conversa, Jade explicou que trabalhava em um clube de swing, no qual dançava e escolhia os clientes para fazer relações sexuais, e portanto DSK entendeu que era prostituta. Ela também relatou a relação sexual que, segundo sua versão, foi forçada pelo ex-ministro francês de Finanças, sem ter sido consultada. "Não tive tempo de dar a volta, não tive tempo de dizer 'ufa', e já estava feito. Ele me penetrou pelo ânus sem me perguntar nada", comentou Jade, que acrescentou que o comportamento de DSK demonstrava que ele não tinha muito respeito. Mais tarde, Strauss-Kahn afirmou que "Jade pode não ter gostado da prática sexual daquela noite, mas isso não tem implicações sobre o fato de que houvesse prostitutas". Perguntado pela promotoria sobre se a mulher tinha dito que era paga por sexo, o antigo "número um" do FMI respondeu que Jade havia contado que era paga "para dançar, por espetáculos de dança". "Ela me disse que era uma libertina, que fazia um show de dança e poderia escolher alguém para fazer amor diante dos demais. Nesse clube, me disse que fazia um espetáculo de dança. Também poderia ter falado que era cozinheira ou DJ", disse DSK. Com ironia, ele reconheceu que nesse tipo de clubes também há prostitutas, mas que isso não é habitual. "Sim, existem. É como os peixes voadores: existem, mas não são comuns", disse Strauss-Kahn, que ressaltou que não percebeu que sua companheira sexual estava sofrendo durante o ato. "Devo ter uma sexualidade mais rude que o normal dos homens e que algumas mulheres não gostam", declarou antes de insistir que não gostava de prostituição, que "é um atentado à liberdade humana das mulheres". Dominique Strauss-Kahn é acusado de prostituição pelo suposto envolvimento em uma rede de prostitutas a seu serviço que tinha sido formada no hotel Carlton de Lille. A pena para o crime na França é de 10 anos de prisão e 1,5 milhão de euros de multa. EFE ac/vnm

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