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Testemunhas descrevem sintomas causados por armas químicas em ataque sírio

Internacional|Do R7

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Nova York, 21 ago (EFE).- Testemunhas na região síria de Guta Oriental descreveram sintomas próprios de armas químicas no ataque da manhã desta quarta-feira que deixou centenas de mortos e muitos feridos, informou a organização Human Rights Watch (HRW). Em comunicado, a ONG disse que, se o governo sírio não tem nada a ver com o ataque, como afirma, deve dar "acesso imediato" à área para a equipe da ONU de investigação de armas químicas que está em Damasco. Vários moradores e médicos locais denunciaram à HRW que centenas de pessoas, incluindo muitas crianças, morreram aparentemente asfixiados. "Um enorme número de pessoas de Guta morreram, e os médicos e testemunhas descrevem detalhes horríveis do que parece ser um ataque com armas químicas", disse a nota o responsável para o Oriente Médio da HRW, Joe Stork. As testemunhas revelaram que aparentemente foram afetadas várias povoações como Zamalka, Ayn Tarma e Moadamiya, e que "acham que eram armas químicas transportadas por mísseis lançados a partir de áreas de Damasco controladas pelo governo", acrescenta o comunicado. Dois médicos disseram à HRW que os afetados sofriam de sintomas "consistentes" com a exposição a agentes nervosos, como asfixia, problemas respiratórios, náuseas, convulsões, enjoos, saída de líquido de olhos e nariz, visão confusa ou pupilas vermelhas e dilatadas. Os médicos também disseram que os serviços de saúde da região estão ficando sem remédios para tratar os sintomas. A HRW insistiu que o governo sírio deveria dar à missão de especialistas em armas químicas da ONU, que chegou a Damasco fim de semana passada e iniciou seu trabalho na segunda-feira, "acesso e cooperação plena" para de determinar quem é o responsável pelo ataque. Algumas cidades de Guta Oriental, controladas pelos rebeldes, estão sitiadas pelas forças do regime sírio desde o começo de 2012, por isso a organização humanitária pediu ao governo sírio que permita "imediatamente" a chegada de provisões de urgência para socorrer ao milhão de pessoas que vivem na região. EFE rcf/cd/id

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