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Total de mortos em terremotos na Venezuela sobe para 3.811, e governo pede por ouro retido

Tragédia deixou ainda 16.740 feridos e 17.907 desabrigados, de acordo com boletim

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pelo menos 3.811 pessoas morreram nos terremotos que atingiram o norte da Venezuela, com magnitudes de 7,2 e 7,5.
  • Os terremotos deixaram 16.740 feridos e 17.907 desabrigados, afetando especialmente o estado de La Guaira.
  • A presidente interina, Delcy Rodríguez, pediu a liberação do ouro venezuelano retido no Banco da Inglaterra para ajudar as vítimas.
  • A ONU busca arrecadar US$ 300 milhões para a recuperação do país, enquanto o governo venezuelano tenta liberar recursos bloqueados no FMI.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Equipes de resgate cortam uma laje de concreto para abrir a entrada de um túnel, após os terremotos de 24 de junho, em La Guaira, Venezuela
Desastre afetou especialmente o estado costeiro de La Guaira Pablo Sanhueza/Reuters - 08.07.2026

Pelo menos 3.811 pessoas morreram até esta quarta-feira (8) em consequência dos dois terremotos que atingiram o norte da Venezuela há duas semanas, segundo o balanço oficial divulgado pelo governo venezuelano. Os dados apresentados na terça-feira (7), data da última atualização, registraram 3.685 vítimas (aumento de 126 mortos).

Os terremotos consecutivos, de magnitudes 7,2 e 7,5, deixaram ainda 16.740 feridos e 17.907 desabrigados, de acordo com o boletim lido pelo presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez.


O desastre afetou especialmente o estado costeiro de La Guaira, onde mais de 800 edifícios foram atingidos, dos quais 190 desabaram completamente.

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Também nesta quarta-feira, a presidente interina, Delcy Rodríguez, pediu ao rei Charles III que o ouro venezuelano das reservas internacionais, retido no Banco da Inglaterra, seja liberado para que o governo local utilize os recursos no atendimento às vítimas dos terremotos.


No Banco da Inglaterra estão depositados lingotes de ouro da Venezuela, avaliados em US$ 1,9 bilhão. A Justiça britânica já havia recusado ceder o controle desses recursos ao então governo de Nicolás Maduro, por considerá-lo ilegítimo.

“Decidi enviar uma carta ao rei da Inglaterra para que liberem o ouro que está retido no Banco da Inglaterra. Esse ouro pertence ao nosso povo. É para enfrentar as consequências do terremoto”, declarou Delcy Rodríguez.


Mais cedo nesta quarta, o chanceler Yván Gil também havia pedido a liberação dos recursos da Venezuela “bloqueados” no exterior. A ONU, por sua vez, tenta arrecadar quase US$ 300 milhões para ajudar na recuperação do país.

Rodríguez afirmou ainda que conversou com a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Kristalina Georgieva, para insistir na liberação de recursos da instituição.


“Conversei por telefone com a diretora do Fundo Monetário Internacional, a quem agradeço pela atenção e compreensão, para liberar recursos bloqueados da Venezuela que estão no Fundo.”

A Venezuela possui no FMI 3,568 bilhões de Direitos Especiais de Saque (DES), equivalentes a aproximadamente US$ 5,1 bilhões (aproximadamente R$ 26,2 bilhões), recursos que foram bloqueados porque o fundo não reconheceu Maduro como presidente.

Delcy Rodríguez era vice de Maduro e assumiu a presidência interina da Venezuela depois que o então líder venezuelano foi capturado em 3 de janeiro, durante uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas. Ele foi levado para os EUA, onde é acusado de narcotráfico.

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