Logo R7.com
RecordPlus

Trípoli vive relativa calma após outra noite de conflitos

Pelo menos seis pessoas morreram e 28 ficaram feridas desde a explosão dos enfrentamentos

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Cidade de Trípoli, no norte do Líbano, vive relativa calma
Cidade de Trípoli, no norte do Líbano, vive relativa calma JOSEPH EID/AFP

A cidade de Trípoli, no norte do Líbano, vive neste sábado (23) uma relativa calma algumas horas após o reinício dos conflitos depois da renúncia do primeiro-ministro Najib Mikati. Fontes policiais assinalaram à Agência Efe que pelo menos seis pessoas morreram e 28 ficaram feridas desde a explosão dos enfrentamentos, na noite de quinta-feira, entre moradores dos bairros de Bab al-Tabbaneh, de maioria sunita, e Jabal Mohsen, de predomínio alauita, seita à qual pertence o presidente sírio, Bashar al-Assad.

A "Agência Nacional de Notícias do Líbano" afirmou que nesta manhã não foram ouvidos disparos em Jabal Mohsen nem nos distritos sunitas de Mankubin e Al Malula, até onde os choques se estenderam ontem à noite. Mesmo assim, algumas emissoras de televisão libanesas asseguram que ainda há disparos esporádicos, enquanto colégios e universidades mantêm suas portas fechadas.


Ontem, grupos de jovens bloquearam os principais acessos a Trípoli, em protesto pelo não prolongamento do mandato do chefe da Polícia, general Ashraf Rifi, cuja renovação foi um dos assuntos que dividiram o Executivo. Em discurso em frente à sede do Governo em Beirute, o próprio Mikati explicou ontem à noite que o gabinete renunciou em bloco devido às diferenças sobre a data das eleições legislativas e a renovação do mandato de Rifi.

O executivo libanês foi incapaz de alcançar um consenso para a formação de uma comissão eleitoral que supervisione o pleito de 9 junho, já que o grupo xiita Hezbollah quer o prolongamento do mandato do parlamento atual, onde tem maioria. A tensão no norte do Líbano tem como pano de fundo a crise síria, já que a própria população libanesa está dividida entre partidários e adversários do regime de Damasco.

Desde o início do conflito na Síria, em março de 2011, a situação de segurança no Líbano se deteriorou. Nesse período houve sequestros, ataques das forças sírias ao outro lado da fronteira e confrontos em várias regiões do país. 

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.