Tripulantes de petroleiro capturado pela Ucrânia retornam à Russia
Marinheiros foram interrogados pelas autoridades ucranianas. Embarcação foi apreendida pelas forças de segurança no porto de Izmail
Internacional|Da EFE

Os dez tripulantes do petroleiro russo Nika Spirit, detidos na quinta-feira (26) pela Ucrânia, retornaram hoje à Rússia, depois de serem interrogados pelas autoridades ucranianas.
"Todos os marinheiros já estão em casa, em Krasnodar", disse à agência "Interfax" um porta-voz da Federação Internacional dos Trabalhadores de Transporte.
A fonte acrescentou que o lado ucraniano "não apresentou nenhuma reclamação contra eles".
A Ucrânia libertou ontem os dez tripulantes do petroleiro com bandeira russa, apreendido pelas forças de segurança do país no porto de Izmail, na região de Odessa, pelo suposto envolvimento no incidente naval ocorrido no final de 2018, no Estreito de Kerch.
O Serviço de Segurança da Ucrânia (SBU, na sigla em ucraniano) explicou que o objetivo da apreensão era apreender documentação, diários de bordo e gravações de rádio para a detenção da embarcação.
As autoridades ucranianas acusam o "Neyma", antigo nome do Nika Spirit, de mudar de nome para ocultar seu envolvimento no incidente de novembro de 2018, perto do litoral da Crimeia, no qual foram capturados três navios ucranianos e seus 24 tripulantes.
O capitão do Nika Spirit, Ilya Drobiazko, disse em seu retorno à Rússia que não planeja ir até à Ucrânia para eventuais interrogatórios dentro da investigação do caso sobre a captura das embarcações ucranianas no Estreito de Kerch, no ano passado.
"Não apareço como testemunha no chamado caso Kerch, por que eu tenho que ir aos interrogatórios?", questionou.
Drobiazko ressaltou que a atual tripulação do Nika Spirit não tem relação com o incidente em 2018 e apenas foi responsável por transportar a embarcação para um estaleiro em Izmail para trabalhos de reparação.
"Não violamos nenhuma lei, nem russa, nem ucraniana", concluiu.














