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Trump mira “crise do extremismo islâmico” em viagem à Arábia Saudita

Discurso do presidente vai defender combate ao radicalismo sem o choque entre nações

Internacional|Do R7

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Mais cedo, Trump afirmou que muçulmanos devem liderar combate ao extremismo
Mais cedo, Trump afirmou que muçulmanos devem liderar combate ao extremismo

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pedirá que os líderes árabes confrontem o “extremismo islâmico” durante um discurso neste domingo no qual apresentará a luta contra o terrorismo como uma batalha entre o bem e o mal, em vez de um choque entre civilizações.

“Isto é uma batalha entre criminosos bárbaros, que querem erradicar a vida humana, e pessoas decentes de todas as religiões que querem protegê-la”, dirá Trump, de acordo com trechos de seu discurso divulgados pela Casa Branca.


— Isto significa confrontar honestamente a crise do extremismo islâmico e os grupos terroristas islâmicos que ele inspira. E isso significa se unir contra o assassinato de muçulmanos inocentes, a opressão das mulheres, a perseguição contra judeus e a matança de cristãos.

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O discurso é parte de um esforço para restabelecer laços com o mundo islâmico após Trump ter atacado frequentemente os muçulmanos durante a campanha eleitoral no ano passado e ter tentado barrar a entrada deles aos EUA.

Lutando para conter um crescente escândalo político em casa, Trump iniciou sua primeira viagem ao exterior pela Arábia Saudita, onde discursará em uma Cúpula Árabe Islâmico Americana.


“O terrorismo se disseminou ao redor do mundo. Mas o caminho para a paz começa aqui, neste território ancestral, nesta terra sagrada”, vai declarar.

— As nações do Oriente Médio não podem esperar que a força norte-americana acabe com seus inimigos por eles.


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Trump teve uma recepção calorosa dos líderes árabes, que ignoraram sua retórica de campanha sobre muçulmanos e focaram em seu desejo de reprimir a influência do Irã na região, um compromisso que esperavam do ex-presidente Barack Obama.

A frase típica de Trump, “terrorismo radical islâmico”, não foi incluída nos trechos do discurso.

Os EUA e os países do Golfo concordaram neste domingo (21) em coordenar seus esforços contra o financiamento de grupos terroristas, um objetivo essencial para a Casa Branca.

O presidente também convocou o Conselho de Cooperação do Golfo, composto por seis países, como parte de seus esforços para conter o Irã com uma força árabe aos moldes da Otan.

Trump e os líderes estabelecerão um centro com o objetivo de reprimir a capacidade de militantes islâmicos de disseminar sua mensagem.

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