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Tsipras diz que precisou escolher entre acordo, falência e saída do euro

Ele assinalou que seu governo pode fazer "muito para retificar as injustiças"

Internacional|Do R7

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Tsipras disse que será o último a fugir das responsabilidades
Tsipras disse que será o último a fugir das responsabilidades

O primeiro-ministro da Grécia, Alexis Tsipras, afirmou nesta quarta-feira que tinha três opções na negociação com os sócios europeus da zona do euro, aceitar o acordo atual, uma falência desordenada do país ou a saída da zona do euro. "As opções específicas que tinha a minha frente eram: um, aceitar um acordo com o qual estou em desacordo; a segunda, a falência desordenada, e tínhamos uma terceira opção, o 'grexit' (saída da Grécia do euro) pactuado por Schäuble", disse Tsipras no parlamento.

Em seu discurso antes da votação sobre as reformas estipuladas com os países da zona do euro, que precisa da aprovação do parlamento qual depende o início das negociações sobre o terceiro resgate, Tsipras ressaltou que será o "último a fugir das responsabilidades e também o último que facilitará a queda de um governo de esquerda". Ele reiterou que não acredita no acordo assinado nesta segunda-feira no Conselho Europeu, mas garantiu ter se visto "obrigado a colocá-lo em prática".


Ele assinalou que seu governo pode fazer "muito para retificar as injustiças". Tsipras acrescentou que lutará até o final e que espera o apoio da maioria dos parlamentares do Syriza. "Eu não faria um favor aos nossos rivais para nos transformar em um pequeno parêntese no tempo", disse em referência as declarações do conservador Nova Democracia, que disse que o governo esquerdista seria um parêntese na história.

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O chefe do governo grego recalcou que conseguiu a "a promessa que a partir do outono haverá uma negociação sobre a reestruturação da dívida para após 2022" e que os sócios europeus "examinam pela primeira vez a reestruturação". Disse que era necessário evitar a saída do euro para que continue a haver investimentos na Grécia, sem os quais "sabemos que não há possibilidade de crescimento". "Nosso governo fará tudo o que puder contra a evasão fiscal, a corrupção e ao mesmo tempo, tentará suavizar as consequências nefastas" do acordo, tranquilizou Tsipras, que acrescentou que o "maior adversário" do Executivo está no interior do país e são as "as forças da oligarquia" que atuaram nestes anos com a conivência dos governos anteriores.

"Não tentarei embelezar a situação como fizeram meus antecessores. Quero dizer que apesar das dificuldades haverá muitas coisas a favor dos mais pobres". Tsipras afirmou que seu governo poderá se manter de pé, porque, "os governos caem quando perdem o apoio da sociedade e do parlamento" e disse não ser esse seu caso. 

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