Logo R7.com
RecordPlus

Tunísia anuncia novo governo sem presença de partido islamita moderado

Internacional|Do R7

  • Google News

Tunísia, 23 jan (EFE).- O primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid, anunciou nesta sexta-feira a composição do novo governo, que não contará com integrantes do partido islamita moderado An Nahda. Essid apresentou uma lista de 21 nomes, com grande presença de tecnocratas, como destaque para os nomeados para os ministérios de Defesa, Interior e Justiça. A principal exceção é o ministro das Relações Exteriores, Tayeb Bacuche, secretário-geral do Nida-Tunis, atual partido no poder. Os analistas consideram, no entanto, que o An Nahda conseguiu uma vitória ao impor a exigência para que estes ministérios ficassem em mãos de figuras independentes e neutras. Além disso, o partido União Patriótica Livre (UPL), terceira força parlamentar, também conseguiu seus objetivos e comandará os ministérios de Juventude e Esportes, Turismo e Investimentos e Desenvolvimento Econômico. A UPL tinha se retirado nesta semana das negociações em protesto pela possibilidade de que outro partido, o liberal Afek-Tunis, ocupasse estes ministérios. O líder da UPL, Eslim Riyahi, reuniu-se ontem com o chefe de Estado, Beji Caid Essebsi, que se comprometeu a resolver as diferenças políticas, o que aparentemente levou ao acordo e a retirada do Afek-Tunis do governo. O presidente do Afek-Tuni, Yassin Ibrahim, explicou que seu partido rejeitou três ministérios porque este número "não reflete o peso real" que, segundo sua opinião, a legenda possui. Em um comunicado, Ibrahim chamou de "processo unilateral" as negociações, pois elas se basearam "na complacência e nas cotas para contentar cada uma das partes". Para poder começar a governar, o gabinete de Essid, que foi figura destacada durante o antigo regime de Mohammed Zin el Abidin Ben Ali, deve receber antes a aprovação da Assembleia de Representantes do Povo (ARP), trâmite que deve ser completado antes do dia 31 de janeiro. Caso não seja obtida maioria, Essid tem mais 30 dias para apresentar uma segunda e definitiva proposta. EFE ma-jm/dk

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.