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Turquia evacua enclave na Síria devido ao risco jihadista

Internacional|Do R7

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Ancara, 22 fev (EFE).- As Forças Armadas da Turquia evacuaram o enclave de Suleyman Sah no norte da Síria perante o risco de segurança que para as tropas representa o conflito naquele país, informou neste domingo o primeiro-ministro, Ahmet Davutoglu. Ancara evacuou os soldados que vigiavam o enclave, a cerca de 37 quilômetros da fronteira turca, e os deslocou, junto com o sarcófago de Suleyman Sah, para um território a pouca distância da Turquia, mas ainda na Síria, assinala um comunicado do Ministério das Relações Exteriores. A operação foi completada esta madrugada, assinalou Davutoglu à imprensa turca, e um soldado morreu por causa de um acidente. O território onde fica o túmulo de Suleyman Sah desde 1975, uma colina na margem do rio Eufrates a noroeste da cidade síria de Raqqa, está há um ano sob controle do Estado Islâmico (EI). "O conflito e o caos na Síria põem um sério risco a segurança do túmulo, localizada na cidade de Karakozak na província síria de Manbiy, a 37 km da fronteira turca, e a do pessoal das forças armadas turcas que o vigiam", diz o comunicado das Relações Exteriores divulgado hoje. Na sexta-feira passada, o ministro das Relações Exteriores, Mevlüt Çavusoglu, desmentiu que os soldados que vigiam o enclave estivessem cercados por jihadistas, como tinham publicado alguns meios de imprensa turcos. "Baseando-se em uma análise exaustiva, o túmulo de Suleyman Sah e o posto militar de memória, junto ao próprio sarcófago, foram transferidos temporariamente para um novo lugar dentro da Síria, cuja extensão corresponde ao anterior, ao norte da cidade de Esmesi, próximo à fronteira turca", detalha o texto. O comunicado lembra que não é a primeira vez que se movimenta um túmulo de Suleyman Shah, suposto avô do fundador da dinastia otomana, morto em 1236, e que é propriedade turca por causa de um tratado que a França, como potência administradora da Síria, e o Império otomano concluíram em 1921. Em 1975, a construção de um reservatório no Eufrates obrigou a desmantelar o mausoléu e reconstruí-lo a cerca de 50 quilômetros mais ao norte. Para o deslocamento realizado hoje, a Turquia mobilizou 573 soldados, 39 tanques e 57 blindados em duas operações, uma destinada a evacuar o mausoléu e outra a tomar posse de uma área nova para colocá-lo, especificou Davutoglu em entrevista à imprensa. O primeiro-ministro acrescentou que Ancara não pediu permissão nem ajuda a nenhum país para realizar a operação de realojamento do túmulo. A imprensa turca divulgou várias fotografias nas quais se vê como soldados turcos fincam a bandeira em uma colina desabitada, rodeada por alambrados. EFE dt-iut/ma

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