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Twitter cancela conta da milícia Al Shabab

Internacional|Do R7

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Nairóbi, 25 jan (EFE).- O Twitter cancelou nesta sexta-feira a conta da milícia radical islâmica somali Al Shabab, dois dias depois que os fundamentalistas usaram a rede social para ameaçar o Governo do Quênia de executar seis reféns quenianos. "Conta suspensa. O perfil que você está tentando ver foi suspenso", adverte o Twitter quando se tenta ter acesso a @HSMPress, a conta em inglês que a milícia possuía e que tinha mais de 20 mil seguidores. Na quarta-feira passada, Al Shabab usou sua conta para emitir um vídeo intitulado "Prisioneiros de guerra quenianos. A mensagem final", no qual ameaçava matar seis nacionais do Quênia. A milícia, que no ano passado formalizou sua adesão à rede terrorista Al Qaeda, utilizou também o Twitter no último dia 17 para anunciar que tinha executado o refém francês Dennis Allex, cativo desde julho de 2009 na Somália, após uma fracassada operação de resgate na qual dois soldados franceses e 17 milicianos morreram. Três dias antes, a milícia tinha publicado na rede social três fotografias que mostravam o corpo de um suposto comandante francês abatido durante a fracassada operação de resgate de Allex, realizada no último dia 12 no sul da Somália. Em sua pagina, o Twitter adverte a seus usuários que não podem publicar "ameaças diretas, específicas contra outros" e que não podem usar seus serviços para "atividades ilegais". Ao Shabab abriu sua conta no Twitter como ferramenta de propaganda depois que, em outubro de 2011, o Exército do Quênia entrou na Somália por causa de uma onda de sequestros em solo queniano que atribuiu à milícia. Os radicais controlam amplas áreas do centro e do sul da Somália, onde o frágil Governo somali ainda não está em condições de impor sua autoridade. As tropas da Missão da União Africana (Amisom), o Exército somali, as forças etíopes e milícias pró-governo combatem os islamitas, que tentam instaurar um Estado islâmico de modelo wahhabista no país. A Somália vive em um estado de guerra civil e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre, o que deixou o país sem um Governo efetivo e nas mãos de milícias islamitas, senhores da guerra e grupos de delinquentes armados. EFE pa/ma

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