Tyson não poderá lançar livro Reino Unido por não poder entrar ao país
Internacional|Do R7
Londres, 10 dez (EFE).- O ex-boxeador americano Mike Tyson anunciou nesta terça-feira que se viu obrigado a cancelar uma viagem prevista para o Reino Unido para promover seu livro após saber que a lei de imigração britânica proíbe que entre no país qualquer pessoa condenada a mais de 4 anos de prisão. O antigo campeão mundial dos pesos pesados foi condenado a seis anos de prisão em 1992 por estuprar uma adolescente, e cumpriu três, e também acumula penas por agressões, posse de cocaína e condução sob o efeito da droga. Uma mudança na lei de imigração britânica de dezembro de 2012, que Tyson "desconhecia", estabelece que qualquer pessoa que tenha sido condenada a mais de quatro anos de prisão não pode entrar no país, por isso que o polêmico ex-boxeador teve que mudar sua viagem promocional de Londres para Paris, anunciou um porta-voz da editora "Harper Collins". Para lançar sua nova autobiografia "Undisputed Truth" (Verdade indiscutível), Tyson, de 47 anos, tinha previsto realizar uma sessão de fotos para a imprensa em Londres e uma tarde de autógrafos na livraria Waterstones. A editora Harper Collins divulgou a mudança de planos de Tyson, que também tinha reservado um tour de oito noites pelo Reino Unido - com visitas a Londres, Glasgow e Manchester -em março de 2014, para promover o filme baseado em seu livro, "Mike Tyson: Undisputed Truth", do diretor Spike Lee. O controvertido lutador, o homem mais jovem A se transformar em campeão mundial dos pesos pesados após vencer Treor Berbick em 1986, quando só tinha 20 anos, protagonizou vários escândalos ao longo de sua carreira. Foi o autor da mordida mais violenta da história do esporte ao arrancar um pedaço da orelha de Evander Holyfield durante um combate; declarou falência; foi preso; perdeu a filha de quatro anos, que morreu em um acidente doméstico. Em relação à proibição de Tyson visitar o Reino Unido, um porta-voz do Ministério do Interior britânico assinalou: "Não fazemos comentários sobre casos individuais. Nos reservamos ao direito de negar a entrada no Reino Unido de qualquer pessoa que tenha sido condenada por crimes graves". EFE aoz/cd












