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Ucrânia anuncia "medidas antiterroristas" contra manifestantes armados

Internacional|Do R7

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Kiev, 7 abr (EFE).- O presidente da Ucrânia, Alexandr Turchinov, afirmou nesta segunda-feira que o governo prepara operações antiterroristas contra os manifestantes que pegaram em armas para protestar no leste do país contra as novas autoridades de Kiev. "Foi criado um centro anticrise, e serão adotadas medidas antiterroristas contra aqueles que pegaram em armas", disse Turchinov em uma mensagem à nação transmitida pela televisão e realizada depois de manifestantes pró-Rússia ocuparem várias sedes administrativas do Estado no leste do país. O líder acusou o governo russo de estar por trás das manifestações a das invasões de edifícios governamentais no leste do país, assegurando que a defesa já foi reforçada na fronteira com a Rússia. "O que presenciamos ontem é a segunda onda da operação especial da Federação da Rússia contra a Ucrânia", ressaltou Turchinov. Além disso, Turchinov argumentou que a Rada Suprema (parlamento) da Ucrânia debaterá amanhã "o endurecimento da responsabilidade penal pelo separatismo e outros crimes contra o Estado, assim como a proibição de partidos políticos e organizações civis que defendem as posturas separatistas e trabalham contra de seu próprio Estado". "Respeito as distintas posturas políticas, incluindo as de nossos oponentes. Mas, o separatismo e o uso de armas contra o próprio Estado, algo que ameaça diretamente a segurança e a vida de nossos cidadãos, não é política, é um crime grave. E contra os criminosos atuaremos com determinação", completou o presidente ucraniano. Pouco antes, manifestantes pró-Rússia entrincheirados na sede do governo de Donetsk, no leste da Ucrânia, proclamaram a independência da região e convocaram um referendo de adesão à Rússia para o próximo 11 de maio. O autoproclamado Conselho Popular de Donetsk, que não reconhece às novas autoridades da Ucrânia, anunciou a criação da República Popular de Donetsk e pediu a intervenção militar russa até a realização da consulta. "Estamos prontos para lutar por nossas ideias e por nossos ideais, mas, sem vosso apoio, sem a ajuda da Rússia, não será fácil resistir perante a junta de Kiev", manifestou um dos líderes dos manifestantes. Os separatistas, em um claro paralelismo com os protestos que derrubaram o presidente Viktor Yanukovich em Kiev, começaram a levantar barricadas e a repartir comida em frente à sede do governo regional. Alguns manifestantes, protegidos com capacetes e máscaras, também amontoaram paralelepípedos na entrada da administração. Em Lugansk, capital da vizinha região homônima, onde os ativistas pró-Rússia controlam a sede do Serviço de Segurança da Ucrânia desde ontem, a polícia bloqueou todos os acessos à cidade. Segundo as autoridades ucranianas, os assaltantes "tomaram as instalações e saquearam as armas". Já em Kharkiv, a segunda cidade do país, os manifestantes controlam a sede do governo da região e exigem um modelo de Estado federal para a Ucrânia e uma mudança de status do idioma oficial para russo, língua majoritária em todo leste ucraniano. As manifestações pró-Rússia e os assaltos às sedes estatais no leste da Ucrânia se repetem desde a queda do governo em Kiev no final de fevereiro e, por isso, as autoridades ucranianas temem que o ocorrido na Crimeia volte a se repetir. A república autônoma da Crimeia se incorporou à Rússia após celebrar um referendo no último dia 16 de março, uma passagem prévia à intervenção militar russa na península, onde alegaram que sua população, majoritariamente russa, estava sendo ameaçada pelos radicais ultranacionalistas ucranianos. EFE bk-aep/fk

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