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Ucrânia deve decidir modelo de Estado antes de eleições, diz Rússia

Internacional|Do R7

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Moscou, 13 mai (EFE).- A Ucrânia deve decidir seu modelo de Estado antes das eleições presidenciais de 25 de maio, depois de as regiões insurgentes de Donetsk e Lugansk optarem pela independência em referendos realizados no último domingo, afirmou nesta terça-feira a Chancelaria russa. A Rússia acredita que os Estados Unidos e a União Europeia devem exercer sua influência sobre a Ucrânia para que o país aceite debater esse assunto e o dos direitos das regiões "em breve e, de todo modo, antes das eleições", informaram as agências locais. A chancelaria lembrou que esta exigência está alinhada com os Acordos de Genebra de 17 de abril e com o roteiro apresentado pelo chefe da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), Didier Burkhalter. Destacou que os referendos separatistas do domingo nas regiões insurgentes pró-russas "devem ser interpretados como um claro sinal a Kiev sobre a profunda crise do Estado ucraniano". O vice-ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Karasin, advertiu hoje que "a falta de vontade das autoridades de Kiev" de abrir um diálogo com as regiões, principalmente do sul e do leste do país, são um grande obstáculo de reduzir a tensão no país. O presidente russo, Vladimir Putin, se pronunciou ontem à noite a favor do "diálogo direto" entre as autoridades ucranianas e as regiões rebeldes de Donetsk e Lugansk em um telefonema com Burkhalter. Os líderes pró-russos de Donetsk e Lugansk, na fronteira com a Rússia, proclamaram ontem a independência da Ucrânia depois de a maioria da população apoiar esta opção no referendo de domingo, que foi condenado por Kiev e pelo Ocidente. Em Donetsk, um dos líderes pró-russos desta região do sudeste ucraniano, Denis Pushilin, pediu a Moscou que considere a integração do novo Estado independente na Federação Russa, da mesma forma que ocorreu com a Crimeia. A Rússia defende, desde a explosão da crise, no início do ano, a reforma da Constituição para transformar a Ucrânia em uma federação na qual se reconheça o russo como segundo idioma oficial. Já Kiev considera que a federalização desembocaria na desintegração do país, embora o governo interino esteja disposto a aumentar notavelmente a autonomia das regiões e a reconhecer o status oficial do russo, embora só em nível regional. EFE io/cd

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