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Ucrânia não quer romper relações econômicas com Rússia

Internacional|Do R7

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Kiev, 17 mar (EFE).- A Ucrânia considera inconveniente romper relações econômicas com a Rússia apesar da tensão que ambos os países vivem pela intervenção russa na Crimeia, disse nesta segunda-feira o vice-primeiro-ministro ucraniano, Vitali Yarema. "Achamos que por enquanto é inconveniente romper relações econômicas com a Rússia. A Rússia não nos declarou oficialmente guerra, embora de fato sua expansão ao território da Crimeia é uma guerra", disse o número dois do governo ucraniano em entrevista coletiva em Kiev. O vice-primeiro-ministro, no entanto, afirmou que a Ucrânia mantém a confiança de que o conflito ainda possa ser resolvido pela via diplomática. Já o Ministério das Relações Exteriores ucraniano qualificou de "absolutamente inaceitável" a proposta da Rússia sobre a criação de um "grupo de apoio multilateral" internacional para resolver a crise da Ucrânia. "Esta declaração da chancelaria russa parece um ultimato. As posições expressadas são inaceitáveis e representam uma ingerência direta nos assuntos internos da Ucrânia", defendeu o diretor de Política Informativa do Ministério das Relações Exteriores ucraniano, Yevgueni Perebiynis. A Rússia propôs aos Estados Unidos e à União Europeia a criação de um "grupo de apoio" que, segundo Moscou, deve ajudar aos ucranianos reconhecerem os "direitos da Crimeia de autodeterminação conforme os resultados do referendo" pelo qual a península decidiu ontem se unir à Rússia. Outros dos objetivos do grupo de apoio, segundo a proposta russa, deveria ser impulsionar um processo de reformas constitucionais para transformar a Ucrânia em um Estado federado. Além disso, acrescenta o texto, "logo após aprovar-se a nova Constituição, devem ser realizadas, com uma ampla e objetiva observação internacional, eleições nacionais para as instituições supremas de poder estatais". Paralelamente, devem ser convocadas "eleições para os órgãos de poder legislativo e executivo em todas as entidades federadas", afirma a nota. EFE aep/dk

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