Ucrânia projeta mais de 10 bilhões de euros em acordos para reconstrução
Segundo especialista, pacotes de ajuda e organização interna favorecem resistência e evidenciam erros de Vladimir Putin com a guerra
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Durante uma conferência de reconstrução na Polônia, a Ucrânia afirmou que deverá firmar acordos que ultrapassam 10 bilhões de euros (aproximadamente R$ 58,8 bilhões). As autoridades da Ucrânia informam que mais de 160 acordos serão firmados, abrangendo setores como defesa, negócios e desenvolvimento regional.
O Ministério das Finanças da Ucrânia informou que já recebeu a primeira parcela de 3 bilhões de euros (cerca de R$ 17,7 bilhões) de empréstimos da União Europeia. Kiev indicou que o empréstimo será utilizado para a defesa, segurança, resiliência energética e para suprir o déficit orçamentário. O suporte ocidental é considerado crucial para a resistência da Ucrânia em um conflito que durou mais do que se esperava.
Nesse contexto, o economista e especialista em relações internacionais Igor Lucena avalia que o apoio ocidental e a organização interna da Ucrânia são fatores decisivos para inviabilizar um domínio total russo. “Não há cenário onde a Ucrânia vai se tornar uma área totalmente russa. A Ucrânia vai receber esses recursos e se reconstruir. Vai [a Ucrânia] entrar na União Europeia, vai entrar no bloco das nações europeias ocidentais”, afirmou. Segundo ele, mesmo sendo um país menor, a resistência ucraniana se sustenta justamente pelo suporte internacional e pela mobilização da população, o que limita as opções do presidente russo, Vladimir Putin, que “vai ter que aceitar essa situação”.
“Os erros de cálculos foram enormes e talvez esta fique marcada como a pior ação militar de Putin no poder”, opina.
Lucena destaca ainda que, embora os termos de um eventual acordo de paz permaneçam incertos e nem sempre tenham sido aceitos por Volodymyr Zelensky, o líder ucraniano adota uma postura pragmática ao buscar o encerramento do conflito para viabilizar a reconstrução. “A aposta é a seguinte: muito melhor do que ter 90% da Ucrânia é ter 70% dela dentro de um guarda-chuva de defesa da União Europeia e, se possível, da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte)”, conclui.
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