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Ucrânia se prepara para guerra contra rebeldes durante o inverno

Internacional|Do R7

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Boris Klimenko Kiev, 12 nov (EFE).- A Ucrânia se prepara para uma nova etapa da guerra com as milícias pró-russas, em meio à chegada de reforços da Rússia para os rebeldes em comboios com tropas e armamento pesado. "Estamos cientes do aumento das forças dos grupos terroristas (rebeldes) e da Federação Russa. Estamos nos preparando para ações militares", disse o ministro ucraniano de Defesa, Stepan Poltorak, durante uma reunião do governo. Poltorak afirmou que as forças governamentais em Donetsk e Lugansk começaram a se reagrupar para prevenir ataques dos insurgentes, que dominam apenas um terço das duas regiões, mas controlam uma grande parte da fronteira russo-ucraniana. "Acompanhamos suas mobilizações e conhecemos sua localização. A situação é complexa, mas estável. Está absolutamente sob nosso controle. Estamos preparados para reagir caso a situação mude", declarou. Desde as eleições separatistas realizadas em 2 de novembro é dito que ambas as regiões se reforçaram, sem que se saiba as possíveis consequências disso. O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, ordenou o envio de novas tropas para as conflituosas regiões orientais. Os rebeldes não esconderam sua intenção de reconquistar locais estratégicos como Slaviansk e Kramatorsk ou tomar Mariupol, sede do governo provisório em Donetsk. Nem sequer há data para uma nova reunião em Minsk e os rebeldes já pediram uma revisão dos acordos de paz com o argumento que a Organização sobre a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE) é incapaz de supervisionar o cessar-fogo e a criação de uma zona desmilitarizada entre ambos as partes. Em conversa por telefone com o secretário de Estado americano, John Kerry, nesta quarta-feira, o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, se mostrou a favor de um diálogo direto entre Kiev e os interlocutores separatistas escolhidos no pleito, embora condenados pela comunidade internacional. Poltorak ressaltou que estão sendo preparadas as forças compostas por reservistas e também e uma primeira e uma segunda linhas de defesa também estão em formação em ambas as regiões. Segundo ele, as forças militares estão bem equipadas para enfrentar o inverno e vários contratos para garantir o fornecimento de armamento foram assinados nos últimos dias. Durante a reunião, o primeiro-ministro ucraniano, Arseniy Yatseniuk, pediu ao Ministério das Finanças para que as Forças Armadas recebam armamento e equipamentos militares o suficiente antes que ano termine. A Chancelaria ucraniana enviou uma nota de repúdio à Rússia com novos dados sobre "a agressão russa". Kiev denuncia há vários dias a entrada de tropas com armamento pesado por estrada e ferrovia. Na terça-feira, a OSCE informou sobre a entrada de um novo comboio com 43 caminhões militares sem distintivo em Donetsk, principal reduto pró-Rússia. Segundo observadores internacionais, cinco dos caminhões transportavam plataformas de lançamento de mísseis e outros carregavam peças de artilharia de 120 milímetros. O Ministério da Defesa da Rússia voltou em negar nesta quarta-feira sua presença militar no país vizinho, denunciada pelo comandante supremo da Otan na Europa, o general americano Philip Breedlove. "Em várias ocasiões ressaltamos que, após as declarações de Bruxelas sobre a suposta presença das Forças Armadas russas na Ucrânia, não havia e não há nenhuma prova", disse à imprensa local o general Igor Konashenkov, porta-voz ministerial. Durante uma visita à Bulgária, Breedlove revelou que os aliados detectaram a presença de tropas, tanques, peças de artilharia e sistemas de defesa antiaérea russos na zona de conflito na Ucrânia. Breedlove ressaltou que "na fronteira entre Ucrânia e Rússia existem muitos buracos" pelos quais entram "forças, dinheiro e armas" para os rebeldes. "Já deixamos de prestar atenção nas infundadas afirmações do general Breedlove sobre os 'flagras' de grupos militares russos supostamente entrando na Ucrânia", comentou o porta-voz militar russo. O ministro alemão das Relações Exteriores, Frank-Walter Steinmeier, alertou que "a situação na fronteira entre Ucrânia e Rússia indica que as duas partes se preparam para novos confrontos violentas". Em meio ao aumento da tensão na Ucrânia, Steinmeier e o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, visitarão o país na próxima semana. EFE bk-io/vnm

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