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UE pode decidir amanhã se permitirá a países membros armar rebeldes sírios

Internacional|Do R7

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Bruxelas, 26 mai (EFE).- A União Europeia (UE) discute amanhã a possibilidade de permitir a seus 27 países membros armar a oposição síria, um delicado movimento que o bloco debate há vários meses e sobre o qual agora devem tomar uma decisão. Os ministros das Relações Exteriores do bloco debaterão sobre fechar um acordo, seja para prorrogar a atual situação ou para suspender as restrições que impedem o fornecimento de armas ao país, com uma série de opções intermediárias também sobre a mesa. Os países membros chegam ao encontro ainda divididos, com dois extremos representados por Reino Unido e Áustria, e uma maioria que buscará a obtenção de um consenso. Londres, com o apoio do governo francês, insiste para que a UE suspenda o embargo de armas à oposição síria, um passo que considera necessário para reforçar os rebeldes moderados e para lançar uma clara mensagem ao regime de Bashar al Assad. Outros países que se aproximaram dessa posição nos últimos dias foram Itália e Espanha, segundo fontes comunitárias. Já a Áustria se ergueu como o mais firme opositor dessa medida e ameaçou retirar os soldados que enviou para atuar nas forças de paz da ONU nas Colinas de Golã se for dado sinal verde para armar a oposição na Síria. Outros países (entre eles os escandinavos e a República Tcheca) são também contrários às reivindicações do governo britânico. Já outro grande grupo prefere manter o embargo, mas está aberto a flexibilizá-lo para conseguir um compromisso, segundo fontes diplomáticas. O grande trunfo britânico é o fato de a prorrogação das demais sanções à Síria, que todos os países desejam manter, precisar da unanimidade dos 27 membros, por isso não podem ignorar diretamente suas reivindicações. Durante meses, vários ministros advertiram quanto aos riscos que poderia representar a entrega de armas à oposição, o que segundo sua opinião pioraria o conflito e poderia justificar um apoio mais ativo ao regime de Damasco por parte de seus aliados, especialmente a Rússia, que já lhe fornece armas. A postura é compartilhada por ONGs como a Oxfam, que pediram abertamente aos ministros das Relações Exteriores que prorroguem o embargo de armas. Além disso, muitas vozes consideram que em um momento como o atual, no qual se reviveram as esperanças de uma solução diplomática com a organização de uma conferência em Genebra para tentar conseguir a paz, a suspensão do embargo seria um mau sinal. Londres e Paris insistem que a suspensão significaria um reforço da postura da oposição e deixaria claro ao governo sírio que não tem chances de ganhar a guerra com meios militares. Além disso, alegam que a decisão serviria para apoiar as facções mais moderadas dos rebeldes frente ao regime, que recebe armas de seus aliados, e em relação à oposição radical, que as obtém através de outras vias. Os governos críticos à ideia consideram que, por enquanto, é impossível garantir que as armas não terminarão nas mãos erradas. Segundo fontes comunitárias, o compromisso final pode passar por uma flexibilização do embargo de armas, mas ressaltando especificamente que tipo de equipamentos poderão ser fornecidos e certas garantias para tentar garantir que a coalizão opositora será a única beneficiada. Também se trabalha com o prazo, pois alguns países cogitaram suspender o embargo, mas apenas em função do resultado da conferência de Genebra, segundo as fontes. Essas fontes também consideram provável que os ministros fechem amanhã um "acordo político", que seria aprovado formalmente ao longo da semana, no mais tardar no dia 31. A UE já permite o envio à oposição de equipamentos "não letais", o que países como o Reino Unido aproveitaram para fornecer veículos blindados ou coletes à prova de balas. EFE mvs/id

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