União Africana condena violência no Egito e pede que envolvidos se contenham
Internacional|Do R7
Nairóbi, 14 ago (EFE).- A União Africana (UA) condenou enfaticamente nesta quarta-feira "os atos de violência que causaram a perda de várias vidas humanas" no Egito e pediu às partes envolvidas, especialmente ao governo interino, que exerçam a "máxima contenção". Em comunicado oficial, o Conselho de Paz e Segurança da UA, que analisou hoje em reunião o conflito egípcio, pediu às partes para "evitar qualquer ato de violência e abraçar o espírito de diálogo, respeito e tolerância mútua". O Conselho se referiu à violência contra manifestantes partidários do presidente deposto, Mohammed Mursi, em diversas províncias do Egito e que deixaram, por enquanto, 149 mortos e 1.403 feridos, de acordo com dados do Ministério da Saúde egípcio. A União Africana exigiu também o "fim urgente de todas as declarações inflamatórias, assim como das ações que sabotam a ordem pública, para que possam ser criadas condições para um diálogo frutífero". O contexto, ressaltou, deveria "permitir uma transição inclusiva e pacífica que culminaria na restauração da ordem constitucional a partir da realização de eleições livres, justas e transparentes". Além disso, a organização pan-africana destacou a "importância de um Egito pacífico, estável e democrático", em nota emitida da sede da União Africana em Adis-Abeba. Uma delegação de alto nível da UA, liderada pelo ex-presidente em Mali, Alpha Oumar Konare, visitou recentemente o Egito para se reunir com Mohammed Mursi e com o presidente interino, Adly Mansour, para analisar a crise. A União Africana suspendeu o país árabe como membro do organismo pan-africano em 5 de julho, dois dias após a deposição de Mursi pelo exército. A UA considerou a queda uma "grave violação doa Ata Constituinte" da organização, que defende os princípios e instituições democráticas. EFE pa/cd/tr













