União Africana quer basear desenvolvimento na agricultura e na democracia
Internacional|Do R7
Adis-Abeba, 25 mai (EFE).- O investimento em agricultura, democracia participativa, construção de infraestruturas, aumento das capacidades humanas e tecnológicas e em uma maior participação do Estado na economia são fundamentais para a transformação econômica da África, segundo o primeiro-ministro etíope, Hailemariam Desalegn. Esses são os pontos básicos para a evolução econômica africana, enumerados neste sábado durante a abertura do debate "Panafricanismo e Renascimento Africano", na celebração do cinquentenário da Organização da Unidade Africana (OUA), antecessora da União Africana (UA). Para Desalegn, o primeiro passo é investir em desenvolvimento agrícola, o que ajudaria a transformar as economias africanas de baixo para cima e tiraria milhões de pessoas da pobreza. "É uma lição que podemos tomar de outras sociedades que se transformaram com sucesso", assegurou o líder etíope, também presidente rotativo da UA. Segundo Desalegn, o aumento de capacidades humanas e tecnológicas acelerará o crescimento, enquanto o investimento em massa em infraestruturas servirá para canalizar o potencial econômico do continente. Além disso, o primeiro-ministro etíope apostou em que o Estado se envolva na economia nacional de forma mais empreendedora, mas sem deslocar o importante setor privado. Em relação à educação democrática, participação popular e repartição igualitária de riquezas, Desalegn considerou que criarão um ambiente sem o qual não é possível conseguir a paz nem o desenvolvimento. Por sua parte, a presidente da Comissão da UA, Nkosazana Dlamini Zuma, disse que "a África tem que confiar em si mesma, em sua capacidade de ser a dona de seu destino", para conseguir seus objetivos de paz e prosperidade no próximo meio século. Entre os participantes do debate estava a presidente Dilma Rousseff; o vice-primeiro-ministro chinês, Wang Yang; e o secretário de Estado americano, John Kerry, junto com 50 líderes africanos e estrangeiros que foram à sede da UA na capital etíope por causa do 50º aniversário. EFE or/rsd












