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Uruguai afirma que não expulsou "nenhum funcionário diplomático" iraniano

Internacional|Do R7

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Montevidéu, 6 fev (EFE).- O Uruguai afirmou nesta sexta-feira que não expulsou do país "nenhum funcionário diplomático", em comunicado oficial sobre a suposta deportação de um membro da embaixada iraniana, que foi revelada por um jornal israelense. "O governo da República Oriental do Uruguai não expulsou nenhum funcionário diplomático", afirma o documento oficial emitido conjuntamente pelo Ministério das Relações Exteriores. O jornal "Ha'aretz" publicou hoje, citando como fonte um funcionário israelense, que o governo uruguaio comunicou a Israel a expulsão do cidadão iraniano, que aconteceu há duas semanas, segundo a publicação, mas "preferiu manter sigilo sobre o assunto". O comunicado do governo uruguaio se referiu a uma suposta bomba, sem detonador, encontrada no dia 8 de janeiro nas imediações do World Trade Center (WTC), perto dos novos escritórios da embaixada israelense, e sobre o fato esclareceu que "não conta com nenhum elemento que incrimine qualquer pessoa". "Não há filmagens que permitam determinar quem colocou o artefato no local onde foi encontrado. As investigações realizadas até o momento, pelas autoridades do Ministério do Interior, não encontraram elementos que comprovem a participação iraniana neste fato", garantiu o governo do país sul-americano na nota. No entanto, o documento detalha que o governo uruguaio chamou o embaixador iraniano para consultas no dia 10 de dezembro para questioná-lo sobre a presença do veículo de um diplomata de seu país nas imediações da antiga sede da embaixada de Israel, no bulevar Artigas de Montevidéu, na mesma área em que foi encontrada "uma valise" suspeita no dia 24 de novembro. O comunicado afirma que o chanceler uruguaio revelou ao embaixador que "a coincidência da presença do funcionário iraniano a poucos metros da valise não era afortunada e que era inadmissível, o que obrigaria o Uruguai a adotar medidas ainda mais severas se acontecerem circunstâncias semelhantes no futuro". O ministro também disse ao embaixador que "mesmo com a inexistência de evidência policial que vincule o funcionário iraniano com o caso da valise, e que o objeto não contivesse elementos explosivos, a situação era altamente preocupante". Segundo o comunicado, o embaixador iraniano garantiu que a presença de seu funcionário em um local próximo da embaixada israelense foi casual, pois o diplomata tinha ido à zona para passar por uma consulta médica. Além disso, o chefe da missão diplomática iraniana explicou que o funcionário em questão deixou o país no dia 7 de dezembro porque "já tinha encerrado seu período de funções no Uruguai". EFE rfg/rpr

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