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Uruguai começou a investigar ex-tesoureiro do partido de Rajoy em março

Internacional|Do R7

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Montevidéu, 24 jul (EFE).- A investigação sobre o ex-tesoureiro do Partido Popular da Espanha, Luis Bárcenas, comandada pela justiça do Uruguai, começou em março, devido a uma denúncia do Banco Central uruguaio (BCU), que encontrou indícios de lavagem de dinheiro, informou nesta quarta-feira à Agência Efe uma fonte judicial. "Existe uma investigação ligada ao caso Bárcenas, a cargo do juiz Néstor Valetti iniciada em março de 2013 por uma denúncia da Unidade de Informação e Análise Financeira (UIAF)", revelou a fonte. A principal competência do órgão é "receber, solicitar, analisar e remeter à justiça competente, quando corresponda, a informação referente as transações financeiras que envolvam ativos, sobre cuja procedência existam suspeitas de ilicitude, para impedir delito de lavagem de ativos", informa a circular oficial divulgada quando a unidade foi criada, em 2000. A fonte detalhou que "a natureza das investigações é confidencial", mas confirmou que se iniciaram após a advertência "sobre a existência de operações suspeitas de configurar lavagem de dinheiro". O trabalho do juiz Valetti - acrescentou - conta com o apoio de "uma equipe multidisciplinar constituída pela Secretaria Antilavagem, o Banco Central, o Instituto Técnico Legista do Poder Judiciário e o Departamento de Delitos Financeiros da Direção de Crime Organizado e Interpol", do ministério do Interior. Além disso, a fonte explicou que a denúncia "surgiu porque o Banco Central que, assim como a polícia financeira, faz um controle contínuo do sistema, detectou algo irregular", embora tenha reconhecido que "o caso Bárcenas já havia se tornado público". A fonte também informou que a justiça uruguaia ainda não recebeu o precatório anunciado nesta semana pelo juiz da Audiência Nacional espanhola Pablo Ruz para que bloqueie as contas de Bárcenas nesse país e para que confirme a existência dessa investigação. "Não recebemos nenhuma notificação da Espanha", manifestou. Ruz, que leva o caso Gürtel, pediu o bloqueio das contas que estão no nome do ex-tesoureiro do PP e da Tesedul, sociedade anônima que Bárcenas supostamente utilizou para transferir pelo menos 800 mil euros (cerca de R$ 2,4 milhões) do banco suíço Lombard Odier em 2009. Com o Uruguai, já são 21 os países para os quais Ruz pediu ajuda judicial, especialmente à Suíça, onde o ex-tesoureiro do PP chegou a acumular 48 milhões de euros (R$ 141 milhões) e cujas autoridades já cumpriram 35 comissões rogatórias pelo caso. O fundador da Tedesul disse hoje à Efe que criou essa sociedade anônima porque é seu trabalho e que não conhece o ex-tesoureiro do PP. "Apesar de meus nomes aparecerem no estatuto social, porque sou fundador da sociedade, meu trabalho é tramitar a constituição de sociedades", indicou Daniel Ángel Pérez Blanco, que disse não lembrar se foi uma pessoa ou uma empresa que lhe comprou a Tedesul. "Não abri conta bancária em lado algum, nem fiz nenhuma transação, nem representei ninguém em um banco", acrescentou. Pérez Blanco se desvinculou de todo o processo e lamentou que seu nome tenha aparecido vinculado ao caso, embora tenha admitido que esse é o risco do seu ofício. O fundador da sociedade esclareceu que não foi "nem testa-de-ferro" de ninguém "nem dono" da companhia, que a sociedade "estava pré-fabricada" no Uruguai e que nesse tempo "teve zero atividade".EFE rac/ld/bg

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