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Vargas Llosa critica governantes que estiveram presentes na posse de Maduro

Internacional|Do R7

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Rio de Janeiro, 21 abr (EFE).- O escritor peruano Mario Vargas Llosa criticou os governantes latino-americanos que estiveram presentes na cerimônia de posse do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, em entrevista publicada neste domingo pela revista "Época". O ganhador do prêmio Nobel de Literatura de 2010 qualificou os presidentes latino-americanos de "cúmplices contra o povo venezuelano" por reconhecer o triunfo eleitoral do líder chavista, que não é aceito pela oposição. "Os presidentes da América Latina não deveriam legitimar uma possível fraude eleitoral comparecendo à entronização de Maduro", afirmou. A cerimônia de posse foi realizada na sexta-feira em Caracas, com a presença de 17 chefes de Estado e de Governo, entre eles, o líder iraniano Mahmoud Ahmadinejad, o cubano Raul Castro, e quase todos os presidentes sul-americanos, exceto o chileno Sebastián Piñera, o equatoriano Rafael Correa (de viagem na Europa), e o paraguaio Federico Franco (pela ausência de relações entre ambos os países). O escritor disse que os presidentes de países "democráticos" não são "coerentes" por apoiar "Governos autoritários", em alusão à Venezuela. "É lamentável que isto parta de um Governo democrático. Dilma (Rousseff, presidente do Brasil) não deveria apoiar uma fraude eleitoral. Ela não é o único caso. Todos os que fazem isto me parecem igualmente lamentáveis", comentou. O escritor peruano considerou que, levando em conta o uso "desproporcional" da "maquinaria do Estado e de seus meios de comunicação" por parte de Maduro, o apertado resultado eleitoral "significa claramente que há uma grande reação do povo venezuelano contra o chavismo". "O povo venezuelano claramente pede a democratização, a abertura, a mudança de política. É um momento importante, talvez fundamental na história da América Latina", manifestou. Nicolás Maduro foi eleito presidente da Venezuela para um mandato que terminará em 2019, após vencer nas eleições de 14 de abril o líder opositor, Henrique Capriles. EFE mp/ff

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