Vendas de armas crescem na Rússia e caem no mundo
Segundo especialista, país se recupera de "ruínas" da indústria soviética
Internacional|Do R7

Empresas russas aumentaram a venda de armas em 2012 impulsionadas pelo programa de armamento do Kremlin, enquanto as vendas globais de armas e serviços militares por companhias privadas caíram pelo segundo ano consecutivo, segundo dados do Instituto Internacional de Estocolmo de Pesquisa para a Paz divulgados nesta sexta-feira (31).
Enquanto as vendas de empresas dos Estados Unidos, Canadá e de boa parte dos países do ocidente europeu caíram em 2012, as vendas de armas por companhias russas aumentaram em 28%, de acordo com o instituto.
Esse aumento reflete principalmente as grandes e crescentes vendas internas, resultado do plano de armamento russo de US$ 700 bilhões (cerca de R$ 1,6 trilhões), entre 2011 e 2020.
Segundo o diretor do Programa de Produção de Armas e Gastos Militares do instituto, Sam Perlo-Freeman, a indústria de armas russa está "gradualmente" ressurgindo das ruínas da indústria soviética.
— Apesar disso, a indústria é ainda marcada por equipamentos ultrapassados, organização ineficiente e corrupção em larga escala, o que vai continuar a limitar a capacidade russa de competir tecnologicamente com o Ocidente.
Sobre o destino de exportações, Perlo-Freeman afirma que as armas russas vão principalmente para a Ásia. A Rússia é o principal fornecedor da Índia, esta também a principal importadora de armas por volume entre 2008 e 2012, segundo as informações do instituto.
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De acordo com a organização, as vendas das cem maiores companhias produtoras de armas totalizaram 395 bilhões em 2012, 4,2% a menos do que no ano anterior, quando as vendas haviam caído 6,6%.
No entanto, desde 2003, as vendas das empresas de armas aumentaram em quase 30%.
A Rússia é também o principal fornecedor de armas para a Síria, onde a guerra civil já matou 130 mil pessoas.
No relatório divulgado nesta sexta-feira (31), o instituto também disse que as vendas dos produtores sediados nos Estados Unidos representam 58% do total das cem principais empresas. O ocidente europeu é responsável por 28% desse total.
A retirada das forças norte-americanas do Iraque em 2011 teve um impacto significativo na redução das vendas de várias empresas durante o ano de 2012, segundo o instituto.











