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Venezuela acredita que EUA querem deter China com conflito na Coreia

Internacional|Do R7

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Caracas, 2 abr (EFE).- O presidente encarregado da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a fazer na noite desta segunda-feira votos pela paz na península da Coreia, mas disse considerar que os Estados Unidos estimulam conflitos militares na Ásia para "deter a China". "O objetivo de todo o conflito militar na Ásia, na península coreana, é a China, deter a China", advertiu Maduro durante uma reunião de trabalho do Foro de São Paulo realizada em Caracas. "Por isso estimulam conflitos com o Japão, com as duas Coreias (...) inclusive aos EUA não interessa o crescimento econômico da Coreia do Sul", acrescentou Maduro. A presidente sul-coreana, Park Geun-hye, prometeu hoje uma "dura resposta" a um eventual ataque norte-coreano, em plena tensão entre ameaças diárias de Pyongyang e a recente chegada a Seul de aviões de combate dos Estados Unidos para exercícios militares. "O estímulo, os conflitos militares na região têm um só objetivo: aumentar a influência, a hegemonia e o domínio militar dos EUA sobre toda essa região", acrescentou Maduro ao lembrar que Hugo Chávez já alertou sobre esse tema em reuniões a delegados asiáticos. "Chávez lhes dizia: 'Cuidem-se muito porque os Estados Unidos têm um plano estratégico para impor sua hegemonia na Ásia, para perturbar o crescimento da Ásia", disse. No sábado, Maduro fez votos pela paz na península coreana e pediu que seja evitada uma guerra, opinião que o Ministerio das Relações Exteriores ratificou em comunicado. "Nós, por princípios, estamos contra a ameaça do uso da força em qualquer circunstância, ainda mais do uso da bomba atômica", ratificou hoje o governante encarregado. Maduro insistiu que a Venezuela deseja que, "com sabedoria e com diplomacia de paz", seja possível canalizar pacificamente o conflito e deixando para o povo coreano a construção de "um caminho para a reunificação pacífica da península coreana". "Queremos a paz no mundo e que seja respeitado o direito da República Popular da China de continuar o desenvolvimento pacífico", manifestou. A crise política e militar na península coreana já dura quase um mês - desde o dia 7 de março, quando a ONU impôs novas sanções à Coreia do Norte, que reagiu com duras ameaças a Seul e Washington. EFE csc/id

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