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Venezuela começa a receber os presidentes da América Latina

Internacional|Do R7

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Caracas, 6 mar (EFE).- Os presidentes da Argentina, Cristina Kirchner; Uruguai, José Mujica, e Bolívia, Evo Morales, foram nesta quarta-feira os primeiros governantes recebidos em Caracas para participar das cerimônias em homenagem ao presidente venezuelano, Hugo Chávez, e devem ser seguidos por vários outros líderes da região. Os três governantes madrugaram para chegar a Caracas e estar desde o princípio nos atos, que começaram nesta quarta-feira com a transferência do caixão de Chávez, falecido ontem aos 58 anos, do Hospital Militar de Caracas até a Academia Militar. Morales esteve na parte final do périplo do caixão de Chávez, um percurso de oito quilômetros e mais de seis horas que passou por várias ruas de Caracas. O presidente boliviano esteve junto ao vice-presidente venezuelano, Nicolás Maduro, encarregado da direção do país até que novas eleições sejam convocadas, o que deve acontecer no prazo de 30 dias. Cristina, Mujica e Morales foram os primeiros a velar o caixão de Chávez, cedendo a vez em seguida a Nicolás Maduro e à cúpula do Governo, e, posteriormente, aos filhos, irmãos e à mãe do governante. O corpo permanecerá nesse local até sexta-feira, quando acontecerá o funeral de Estado com o qual serão encerrados os atos em homenagem a Chávez. Após a chegada dos primeiros presidentes latino-americanos, o ministro das Relações Exteriores venezuelano, Elías Jaua, indicou que o Governo esperava cerca de uma dezena de governantes, mas ao longo do dia os anúncios de líderes confirmando viagem a Caracas superaram em muito essa expectativa. Além da presidente Dilma Rousseff, confirmaram presença, entre outros, os governantes do México, Enrique Peña Nieto; Equador, Rafael Correa; Colômbia, Juan Manuel Santos; e Peru, Ollanta Humala. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, manifestou nesta quarta-feira que "provavelmente" irá ao funeral do seu colega venezuelano, o principal aliado da República Islâmica na América Latina, informou a agência oficial iraniana "Irna". Cabe esperar, além disso, uma afluência em massa dos primeiros-ministros dos países do Caribe, com os quais Chávez sempre manteve estreitas relações e trabalhou em mecanismos de integração regional. "Uma Venezuela com presidentes amigos e aliados por todo o mundo, uma Venezuela respeitada e querida pela totalidade dos povos do mundo e por quase a totalidade dos presidentes dos Governos do mundo é outro legado que nos deixa o presidente Chávez", sustentou nesta quarta-feira o chefe da diplomacia venezuelana. Após sua chegada, o presidente boliviano disse a jornalistas das emissoras estatais que para ele constituía "uma obrigação" expressar pessoalmente seu "profundo pensamento de condolências ao povo venezuelano, ao Governo, à família e às Forças Armadas Nacionais Bolivarianas". Chávez foi, acrescentou, "o comandante das forças libertadoras dos povos do mundo" e teve "o tamanho de Simón Bolívar". EFE jlp/pa (foto)

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