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Venezuela diz que "ultradireita" dos EUA quer matar Capriles

Internacional|Do R7

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CARACAS, 13 Mar (Reuters) - O presidente interino da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta quarta-feira que a "extrema direita" norte-americana trama a morte do líder oposicionista Henrique Capriles, seu rival na eleição presidencial de 14 de abril.

A Venezuela vive um clima de comoção e troca de acusações desde a semana passada, quando o presidente socialista Hugo Chávez morreu de câncer, aos 58 anos.


"Detectamos planos da extrema direita, ligados aos grupos de Roger Noriega e Otto Reich (ex-funcionários do governo de George W. Bush), para cometer um atentado contra o candidato presidencial de oposição", disse Maduro em discurso pela TV.

Ele não entrou em detalhes, mas afirmou que um general de alta patente se reuniria com assessores do líder oposicionista. O governo dos Estados Unidos e a campanha de Capriles não se pronunciaram.


Chávez frequentemente acusava os Estados Unidos de tramar contra a estabilidade do seu governo, mas críticos dizem que isso era uma cortina de fumaça para gerar a sensação de uma ameaça "imperialista" e distrair os venezuelanos dos problemas cotidianos.

Maduro não explicou por que direitistas iriam querer matar Capriles, um centrista favorável ao livre mercado, que já havia tido uma votação expressiva ao concorrer contra Chávez na sua última eleição, em outubro.


Noriega, ex-secretário-assistente de Estado norte-americano, disse que a acusação de Maduro é um "completo absurdo". "Eles chamam você daquilo que eles são e acusam você de fazer o que eles fazem. É assim que eles operam", disse Noriega.

Reich não foi localizado para comentar.


Dias atrás, assessores de Capriles disseram que o candidato da oposição não registrou sua candidatura pessoalmente, na segunda-feira, porque havia recebido informações sobre planos para um atentado.

Em janeiro, Maduro disse que grupos não identificados haviam entrado no país com a intenção de cometer um ataque contra ele próprio e o presidente da Assembleia Nacional, Diosdado Cabello.

Nesta semana, Maduro disse também que a Venezuela vai estabelecer uma investigação formal pelas suspeitas de que o câncer que matou Chávez tenha resultado de um envenenamento realizado por inimigos estrangeiros dele.

(Por Daniel Wallis e Andrew Cawthorne, com reportagem adicional de Ana Isabel Martinez, Mario Naranjo e Patricia Velez)

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